O caso do estudante que usou uma arma de choque contra um morador de rua na manhã desta segunda-feira, 13, em Belém, ganhou repercussão no Brasil. Munido com um taser, o rapaz agride a vítima pelas coisas. Mas afinal, qual o risco e como funciona esse equipamento?
Para início de conversa, é preciso falar do aspecto legal: no Brasil, o uso de dispositivos de eletrochoque é atualmente restrito às forças de segurança e profissionais autorizados e não há regulamentação específica que permita uso pelos cidadãos.
Atualmente há somente um Projeto de Lei em tramitação no Senado, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), o uso do instrumento como alternativa não letal para defesa pessoal, condicionado ao cumprimento de critérios rigorosos de capacitação e controle.
Como funciona o dispositivo
Segundo o Olhar Digital, o funcionamento do taser é baseado na interrupção temporária dos sinais elétricos que controlam o sistema nervoso e os músculos, levando à perda momentânea da capacidade motora do alvo.
Ao ser disparada ou encostada no corpo de uma pessoa, a arma libera uma descarga elétrica de alta voltagem e baixa corrente. O efeito é imediato: perda de controle muscular, desorientação e, muitas vezes, queda no chão.
Uma das dúvidas mais comuns é como algo que libera eletricidade pode não ser fatal. A resposta está na combinação de alta voltagem e baixa corrente.
Há risco de morte?
Armas de choque operam com voltagens que variam de 50.000 até 1 milhão de volts, o que soa alarmante. No entanto, a corrente elétrica, que é o fator mais perigoso, é extremamente baixa, geralmente abaixo de 2 miliamperes.
Para comparar, uma lâmpada doméstica comum consome correntes muito mais elevadas, na faixa de 500 a mil miliamperes, dependendo da potência.
A arma de choque, por sua vez, utiliza uma corrente segura o suficiente para causar dor e paralisar os músculos temporariamente, mas não para interromper o funcionamento do coração em uma pessoa saudável.
O caso em Belém
O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma apuração após a divulgação de vídeos que mostram o ataque com uma arma de eletrochoque. Além disso, o MPF decidiu representar criminalmente contra o agressor junto ao Ministério Público do Pará, que ficará responsável por conduzir a apuração criminal.
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