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Católicos crescem no mundo, mas caem no Brasil; Igreja redefine estratégias para fiéis

Igreja Católica ajusta estratégias após dados do Censo 2022 que apontam diminuição de católiocs no Brasil.

Os católicos seguem em crescimento no cenário global, mas o mesmo movimento não se repete com a mesma intensidade no Brasil, onde a Igreja Católica tem reavaliado suas estratégias pastorais a partir dos dados do Censo Demográfico de 2022. A análise foi destacada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que utilizou as informações para orientar a construção das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE).

De acordo com o Anuário Pontifício, o número de católicos no mundo cresceu cerca de 1,14%, ultrapassando 1,4 bilhão de fiéis, com destaque para regiões como África e América, onde a expansão é mais dinâmica. Esse crescimento global reforça a presença da Igreja em países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que evidencia mudanças no perfil religioso em nações como o Brasil.

Catolicismo no Brasil: queda e crescimento de outras crenças

No país, apesar de ainda ser maioria, o catolicismo apresenta queda proporcional. Dados do Censo 2022 mostram que 56,7% da população brasileira se declara católica, contra 65,1% em 2010, uma redução de 8,4 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, cresce o número de evangélicos, que já representam cerca de 26,9%, além do aumento dos que se declaram sem religião, hoje em torno de 9,3% da população.

A CNBB avalia que esses dados não representam apenas perda de fiéis, mas uma transformação na forma como os brasileiros vivem a religiosidade. O crescimento dos chamados “desigrejados” e a diversificação das crenças indicam a necessidade de novas abordagens pastorais e maior proximidade com a realidade social contemporânea.

Estratégias da igreja católica: adaptação e renovação pastoral

Diante desse cenário, a Igreja no Brasil tem buscado adaptar suas ações, fortalecendo a evangelização em comunidades, investindo na escuta das demandas sociais e ampliando iniciativas pastorais voltadas a jovens e grupos urbanos. A construção das novas diretrizes leva em conta não apenas números, mas também aspectos culturais, sociais e espirituais revelados pelo levantamento do IBGE.

O desafio, segundo a CNBB, é equilibrar tradição e renovação em um contexto de mudanças aceleradas. Enquanto o crescimento global reforça a relevância da Igreja no mundo, o Brasil se consolida como um dos principais campos de transformação religiosa, exigindo respostas estratégicas para manter sua presença e influência na sociedade.

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