A Justiça de Santa Catarina determinou o arquivamento do chamado “Caso Orelha”, que ganhou repercussão nacional após denúncias de maus-tratos contra um cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão acolheu o pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que concluiu não haver provas suficientes para sustentar a acusação contra os adolescentes investigados.
Segundo o MPSC, uma nova análise de quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotos e dados extraídos de celulares, apontou inconsistências na linha do tempo usada inicialmente pela investigação. A revisão das imagens de câmeras de segurança identificou uma diferença de cerca de 30 minutos entre sistemas de monitoramento, o que levou os promotores à conclusão de que os adolescentes e o cão não estiveram no mesmo local no horário da suposta agressão.
O laudo pericial produzido após a exumação do corpo também descartou sinais de violência recente. De acordo com os peritos, o animal apresentava um quadro grave e crônico de osteomielite na região maxilar esquerda, e não foram encontradas fraturas ou lesões compatíveis com agressão humana.
O caso começou em janeiro deste ano, quando Orelha, um cão comunitário conhecido por moradores da Praia Brava, foi encontrado debilitado e precisou ser submetido à eutanásia. Na época, denúncias feitas em redes sociais apontavam adolescentes como responsáveis pelas agressões, provocando grande mobilização popular e protestos em várias cidades do país.
Com o arquivamento, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina afirmou que apenas analisou o pedido feito pelo Ministério Público, responsável por decidir se há elementos para levar o caso adiante.
Relembra o caso:
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