A filha da policial militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro, começará a receber pensão por morte a partir do dia 8 de abril, após cerca de um mês de espera pela análise do pedido.
O benefício foi solicitado pela família no dia 6 de março ao Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (SPPrev), com base na legislação que garante assistência a dependentes de servidores públicos falecidos.
A menina, de 7 anos, deve receber aproximadamente um salário mínimo e meio. O valor será pago mensalmente até que ela complete 18 anos.
A demora na concessão gerou críticas da família, que apontou diferença de tratamento em relação ao marido de Gisele, o tenente-coronel acusado de matá-la, cuja aposentadoria foi autorizada em poucos dias.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio após novas provas. O oficial está preso e responde como réu pela morte da policial.
Entenda a situação da pensão do militar preso
Geraldo Leite Rosa Neto teve a aposentadoria confirmada pela Polícia Militar de São Paulo e passou oficialmente para a reserva, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Com isso, ele pode receber cerca de R$ 20 mil mensais.
Apesar da aposentadoria, o militar está preso preventivamente desde o dia 18 de março, mesma data em que teve o salário de oficial da ativa suspenso, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
De acordo com o secretário executivo da pasta, coronel Henguel Ricardo Pereira, o pagamento como policial ativo foi interrompido após a prisão. Especialistas explicam que, se ainda estivesse na ativa, o tenente-coronel poderia perder de forma mais direta o posto, a patente e o salário.
A ida para a reserva, no entanto, não impede a responsabilização criminal. Caso seja condenado, Rosa Neto pode ser expulso da corporação e perder a patente, embora isso não signifique automaticamente o fim da aposentadoria.
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