O caso do coronel da Polícia Militar de São Paulo, preso por feminicídio, ganhou um novo desdobramento ao levantar a possibilidade de demissão mesmo após a aposentadoria do oficial, em um processo que segue em análise pelas autoridades.
O coronel foi transferido para a reserva a pedido, com publicação no Diário Oficial, mas a medida não impede punições administrativas mais severas. A aposentadoria, no entanto, não impede que o militar seja demitido da corporação e perca a patente de tenente-coronel – o segundo posto mais alto na hierarquia da PM.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, é acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. Ele foi preso em março e passou a responder também a procedimentos administrativos internos.
Investigação e processos administrativos
A Secretaria de Segurança Pública instaurou um Conselho de Justificação, responsável por avaliar se o coronel deve ser expulso da corporação. O processo pode resultar na perda da patente e até da remuneração, caso a decisão seja confirmada pelo Tribunal de Justiça Militar e posteriormente sancionada pelo governador do estado.
Apesar de aposentado, o oficial segue com o salário suspenso desde a prisão, e a legislação permite que militares sejam punidos mesmo após passarem à reserva, especialmente em casos de conduta considerada incompatível com a função.
O caso segue em andamento também na esfera criminal, enquanto a decisão final sobre a permanência ou exclusão do coronel da Polícia Militar ainda depende da conclusão dos processos administrativos e judiciais.
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