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Caso Ágatha e Allan: 90 dias sem respostas; entenda as investigações

Clarice Cardoso, mãe das crianças de Bacabal denuncia ameaças e o silêncio das autoridades sobre o paradeiro dos filhos.

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos) em Bacabal (MA) completa três meses neste sábado (4) sem solução e sem respostas concretas, em um caso que segue mobilizando familiares e autoridades no interior do Maranhão. O desaparecimento, registrado no dia 4 de janeiro deste ano, ainda é tratado como prioridade pelas forças de segurança, mas permanece cercado de incertezas.

Desde o início das investigações, a Polícia Civil do Maranhão conduz diligências, coleta depoimentos e analisa possíveis linhas investigativas, incluindo hipóteses que vão desde desaparecimento voluntário até envolvimento em crime. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre o que teria ocorrido com os irmãos.

A família das vítimas mantém buscas paralelas e tem utilizado redes sociais para ampliar a divulgação do caso, na tentativa de obter qualquer informação que ajude a esclarecer o desaparecimento. O clima é de angústia crescente, sobretudo com a proximidade da marca de três meses sem notícias.

O caso está cercado por silêncio das autoridades e denúncias graves feitas pela mãe das crianças. Clarice Cardoso, que relata ameaças, silêncio das autoridades e a interrupção das buscas que deixam a família em angústia, enquanto versões conflitantes sobre o caso aumentam o mistério. A mobilização social ganha força diante do abandono estatal e das retaliações sofridas.

Andamento do caso após 3 meses de investigações:

Investigações e incertezas no caso

Apesar da mobilização, a Polícia Civil continua sem pistas concretas, e a investigação mantém quatro delegados focados no caso, que continua cercado de mistério no povoado São Sebastião dos Pretos. Em desabafo público mês passado, Clarice denunciou que as autoridades interromperam o contato com a família e que as buscas parecem ter caído no esquecimento.

A mãe das crianças desaparecidas teria cancelado entrevistas nacionais após sofrer supostas ameaças, fato revelado por pessoas próximas que no entanto não falaram quem teria ameaçado e por quais motivos. O desaparecimento, que já dura meses, permanece sem respostas concretas, enquanto a família clama pela retomada das investigações.

A angústia da família e a falta de suporte estatal

A causa principal da angústia da família é a falta de suporte estatal. Clarice Cardoso afirma que as mensagens enviadas aos investigadores não são mais respondidas e que as visitas da polícia à residência cessaram há mais de três semanas. “Eles prometeram para mim que não iam parar, e hoje eu estou sem saber de nada”, protestou.

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro junto com um primo, Anderson Kauã, de 8 anos. Apenas Anderson foi localizado, três dias depois, despido em uma área de floresta. Na época, a versão oficial das autoridades indicava que as crianças teriam se perdido sozinhas.

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