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Brasil entra no top 5 dos melhores países para estrangeiros viverem em 2026

Praia de Alter do Chão – Santarém/Pará. Foto: Agência Santarém

A coluna começa te fazendo uma pergunta: Se você pudesse escolher um país para recomeçar a vida, onde seria? Panamá, México, Tailândia, Emirados Árabes Unidos… ou preferiria ficar no Brasil mesmo? Pois, para quem vem de fora, o nosso país está entre os destinos mais interessantes do mundo em 2026.

Quem diz isso não é o Diário de Bordo, mas o levantamento do Expat Insider 2026, realizado pela InterNations, uma comunidade global de pessoas que vivem e trabalham fora de seus países de origem. 

A pesquisa avaliou 31 destinos e considerou aspectos como qualidade de vida, adaptação, finanças pessoais, trabalho, moradia e serviços básicos.

E há uma surpresa para nós: o Brasil aparece em quinto lugar, depois de ter ficado apenas na 15ª posição na edição anterior.

Clique aqui e confira o estudo completo da InterNations – Expat Insider 2026

Ilustração gerada por IA

O ranking é liderado pelo Panamá, seguido por México, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. Depois vem o Brasil. Na sequência aparecem Espanha, Singapura, Portugal, Malásia e Luxemburgo.

Mas o que faz o Brasil tão atraente para quem chega de outro país?

A resposta passa, principalmente, pelas pessoas. O Brasil ficou em quarto lugar no índice que mede a facilidade de se estabelecer em um novo país. O levantamento aponta avaliações positivas sobre a gentileza e acolhimento dos brasileiros, além da facilidade para fazer amizades. O país ficou entre os cinco primeiros em todos os fatores desse índice.

É aquela velha história que nós, brasileiros, conhecemos bem: aqui é relativamente fácil puxar conversa, fazer amizade, dar aquele tapinha nas costas e acabar convidado para um almoço de domingo, um churrasco ou uma cerveja com gente que, até pouco tempo antes, era praticamente desconhecida.

Foi justamente esse aspecto que chamou a atenção de estrangeiros ouvidos pela pesquisa. E quem não conhece um estrangeiro que chegou ao nosso país, se apaixonou pela terra verde amarela e fincou raízes por aqui. 

São Paulo aparece como uma espécie de porta de entrada para essa experiência. Entre as sugestões dadas por expatriados estão os bares e padarias da Vila Madalena e da Bela Vista, o bairro da Liberdade e o Parque Ibirapuera.

O Brasil também pesa menos no bolso

Outro ponto positivo está nas finanças. O Brasil ficou em sexto lugar no índice de finanças pessoais. A pesquisa também mostra que o país aparece entre os destinos com avaliações positivas quando o assunto é custo de vida.

Isso ajuda a explicar por que o país pode ser interessante para estrangeiros que recebem em moedas mais valorizadas ou que chegam com uma renda estável.

Mas nem tudo são flores

O Brasil ainda enfrenta problemas importantes apontados pelos próprios expatriados. Segurança e deslocamento aparecem entre as principais preocupações. E, quando o assunto é carreira, o país ficou apenas na 24ª posição entre os 31 destinos avaliados.

Apesar de os entrevistados demonstrarem satisfação com seus empregos e com o mercado local, salários e segurança no trabalho receberam avaliações mais fracas.

Ou seja: para quem pensa em morar no Brasil, a experiência pode ser bastante positiva, mas é preciso chegar com os olhos abertos.

E os outros países?

O Panamá manteve a liderança pelo terceiro ano consecutivo. O país se destacou especialmente em trabalho e finanças pessoais, além de apresentar avaliações muito positivas em relação à moradia e à receptividade dos moradores. Nada menos que 87% dos expatriados entrevistados disseram estar felizes com a vida no país.

O México ficou em segundo lugar e chamou atenção principalmente pela facilidade de fazer amigos e pela sensação de acolhimento. Segundo a pesquisa, 73% dos expatriados consideram fácil fazer amizades com moradores locais.

Já a Tailândia, terceira colocada, reúne dois ingredientes que costumam pesar bastante na hora de escolher um novo endereço: custo de vida e qualidade da experiência. O país teve a melhor avaliação mundial em custo de vida e também concentra os expatriados mais felizes da pesquisa: 86% disseram estar satisfeitos com a vida no exterior.

Os Emirados Árabes Unidos aparecem em quarto lugar, impulsionados principalmente pelas oportunidades profissionais e pela facilidade para lidar com questões práticas da vida de estrangeiro.

Afinal, por que isso interessa ao turista?

Lembre-se que viajar pode ser o primeiro passo para descobrir um lugar onde, quem sabe, você gostaria de passar mais tempo.

E o levantamento da InterNations mostra justamente uma mudança de perspectiva: não basta um país ser bonito para quem está de férias. Para quem pensa em morar fora, entram na conta coisas muito mais simples: fazer amigos, encontrar uma casa, pagar as contas, trabalhar, acessar serviços e sentir que pertence àquele lugar.

No caso brasileiro, temos uma vantagem que não aparece em cartão-postal: a capacidade de receber.

Do Amazonas ao Rio Grande do Sul, passando pelo Pará e por tantos outros cantos do país, há paisagens e culturas completamente diferentes. Para o estrangeiro que chega, talvez seja justamente essa mistura que transforme uma viagem em vontade de ficar.

E convenhamos: não é todo dia que um ranking internacional coloca o Brasil entre os cinco melhores lugares do mundo para um estrangeiro chamar de casa.

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