Cerca de 20 pessoas procuraram atendimento médico no Rio de Janeiro depois que uma estudante utilizou a mesma lanceta para medir a glicose de visitantes durante uma feira de ciências. O caso aconteceu no sábado, 12 de setembro, no Colégio-Curso Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes.
A estudante levou para a apresentação um dispositivo para medir glicose e uma caixa com lancetas descartáveis. Segundo a escola, o equipamento deveria servir apenas para demonstração. No entanto, a aluna realizou medições em visitantes do estande sem autorização da instituição.
A direção do colégio afirmou que havia orientado previamente a estudante sobre a utilização do material.
“Durante a fase de planejamento do trabalho, os professores orientadores e a coordenação foram claros ao determinar que nenhuma medição seria realizada em pessoas: o aparelho poderia, no máximo, ser mostrado como ilustração”, informou a instituição.
Depois de tomar conhecimento do ocorrido, a escola interrompeu a atividade e recolheu os equipamentos. Segundo o Colégio-Curso Tamandaré, a mesma lanceta foi utilizada em até três pessoas.
A lanceta utilizada para medir a glicose é um material de uso individual. Por isso, o compartilhamento pode provocar exposição a sangue de outra pessoa e, consequentemente, representar risco de transmissão de infecções.
A escola orientou todos os visitantes que tiveram o dedo perfurado a procurar uma unidade de saúde o quanto antes. Além disso, informou que comunicou as autoridades de saúde ainda no sábado.
Até o momento, os testes dos quais a instituição teve conhecimento apresentaram resultado negativo. A escola, porém, não informou quais exames foram realizados pelas pessoas envolvidas.
Por isso, a direção reforçou que as famílias devem seguir as orientações médicas e manter o acompanhamento recomendado pelos profissionais de saúde.
Quais são os alertas após o caso?
A principal orientação é não compartilhar lancetas usadas para medir glicose. O material deve ser utilizado exclusivamente por uma pessoa.
Além disso, profissionais de saúde podem avaliar o histórico de vacinação, principalmente em relação à hepatite B, e verificar se existe indicação de profilaxia pós-exposição, conforme a avaliação individual de cada pessoa.
O caso ocorreu durante uma atividade escolar voltada à apresentação de informações sobre diabetes. A escola afirmou que a medição em visitantes não fazia parte do planejamento autorizado para o trabalho.
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