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“Alerta Extremo” indevido em celulares leva PF a abrir investigação urgente

Sistema nacional foi retirado do ar após uma mensagem extrema e indevida ser enviada a celulares em diferentes regiões do país.

O ataque hacker ao sistema Defesa Civil Alerta provocou o envio indevido de uma notificação extrema a celulares de diferentes regiões do Brasil na madrugada deste sábado (20). A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), acionou a Polícia Federal para investigar a invasão e identificar o responsável pelo disparo.

Segundo o ministério, a plataforma foi retirada do ar preventivamente às 1h30, depois que uma pessoa alheia ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ordenou remotamente o envio da mensagem. O texto apareceu como “Alerta Extremo” e continha apenas a palavra “misantropia”, expressão relacionada ao ódio ou à aversão à humanidade.

O governo federal informou que trabalha para restabelecer o serviço assim que forem confirmadas todas as condições de segurança. Até o momento, não foi divulgado prazo para a retomada da plataforma nem detalhes sobre a origem, a extensão da invasão ou possíveis responsáveis.

Como funciona o sistema de alerta

O Defesa Civil Alerta utiliza tecnologia de transmissão pelas redes de telefonia móvel para enviar mensagens em formato pop-up a aparelhos compatíveis conectados ao 4G ou 5G em áreas com risco de desastres naturais ou outras emergências. O aviso aparece sobre o conteúdo exibido na tela e não exige cadastro prévio do usuário.

O sistema possui dois níveis de comunicação. O alerta extremo, acionado indevidamente durante a invasão, representa o grau máximo de severidade e emite um som semelhante a uma sirene mesmo quando o celular está no modo silencioso. Já o alerta severo produz um sinal parecido com o de uma mensagem SMS e não toca quando o aparelho está silenciado.

Investigação deve esclarecer o acesso

A ferramenta complementa outros canais usados pela Defesa Civil, como SMS, televisão por assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts. A investigação da Polícia Federal deverá esclarecer como ocorreu o acesso não autorizado, quem realizou o disparo e se houve outras consequências para a segurança da plataforma.

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