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Africana dorme há quase oito meses no Aeroporto de Belém à espera de solução

Fatmata Sessai permanece no Aeroporto Internacional de Belém enquanto tenta obter os documentos necessários para retomar a viagem.

A espera da africana Fatmata Sessai, 56, por uma solução migratória chegou a quase oito meses no Aeroporto Internacional de Belém. A cidadã de Serra Leoa continua dormindo no terminal enquanto tenta obter autorização para deixar o Brasil e retomar a viagem ao país de destino.

Fatmata se encontra no mesmo espaço ocupado desde o início do ano. O local, antes tomado por poucas malas, passou a reunir mais roupas, bolsas e objetos pessoais acumulados durante a permanência prolongada.

Impedimento para a saída do Brasil

Segundo a migrante, representantes de órgãos públicos estiveram no terminal e tentaram encaminhar o caso, mas ainda não há definição. O principal impedimento é a ausência do visto exigido para entrar no país ao qual pretende seguir. Fatmata recebeu oferta de acolhimento em uma casa de apoio disponibilizada pela Prefeitura de Belém, mas decidiu permanecer no aeroporto até conseguir uma solução definitiva.

Atuação do Ministério Público Federal

Após a repercussão do caso, o Ministério Público Federal instaurou procedimento para acompanhar a situação. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão enviou ofícios ao Núcleo de Operações Aéreas, à Polícia Civil e à Secretaria de Estado de Justiça para apurar as medidas adotadas em favor da estrangeira.

O MPF também solicitou à Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda e à Fundação Papa João XXIII uma abordagem social e providências para garantir acolhimento provisório em ambiente adequado e seguro. A Defensoria Pública da União foi acionada para informar as medidas jurídicas tomadas.

Apoio oferecido e recusa de acolhimento

A Funpapa informou que acompanha Fatmata desde dezembro de 2025. O órgão disponibilizou cartão de transporte público e acesso ao Restaurante Popular e ao Espaço Acolher, onde ela pode receber alimentação e utilizar serviços de banho e lavanderia. A migrante, porém, recusou o encaminhamento para uma unidade de acolhimento.

A Polícia Federal emitiu um novo passaporte para Fatmata, segundo informação repassada pela DPU. A saída do Brasil, entretanto, ainda depende da obtenção do visto e do cumprimento de exigências sanitárias, incluindo a atualização das vacinas requeridas pelo país de destino.

*Com informações do site selesnafes.com

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