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Voando na Copa, Argentina já foi refúgio de criminosos nazistas depois da 2ª Guerra

Nos holofotes da Copa do Mundo, a Argentina tem um passado controverso: o país já foi refúgio de nazistas após o fim da 2ª Guerra Mundial. Foto: Reuters

Nos holofotes com a chegada na Semi Final da Copa do Mundo, a Argentina tem um passado controverso: o país sul-americano já foi refúgio de nazistas após o fim da 2ª Guerra Mundial. 

Segundo o DW Brasil, o Arquivo Geral da Nação (AGN) argentino disponibilizou mais de 1.850 registros originais digitalizados sobre a chegada e as atividades de líderes do regime de Adolf Hitler no país.

Rastros de criminosos de guerra

Os documentos incluem dados de imigração e relatórios policiais de figuras notórias como Josef Mengele, o médico de Auschwitz conhecido por experimentos cruéis, e Adolf Eichmann, um dos principais arquitetos do Holocausto. 

Em entrevista ao DW, o pesquisador Julio Mutti afirmou que o valor histórico desse material é enorme por abranger arquivos detalhados sobre esses criminosos.

Lista de criminosos

A “trilha dos ratos” 

Especialmente explosiva é uma outra coleção de documentos, até então não divulgada, que o governo entregou ao Centro Simon Wiesenthal, especializado em documentar em âmbito global as vítimas do Holocausto e perseguir criminosos de guerra nazistas.

No foco da investigação está o banco Credit Suisse, que teria ligações com o nazismo e possível participação na chamada “Rattenlinie” (trilha dos ratos), as rotas de fuga pelas quais numerosos criminosos da Segunda Guerra chegaram à América do Sul.

Suspeita de dinheiro público na fuga

Outro ponto crucial são as atas secretas da estatal de armamentos Fabricaciones Militares entre 1945 e 1948. Segundo o pesquisador Julio Mutti, se ficar comprovado que verbas da estatal foram usadas para assistência à fuga, isso provaria a aplicação de recursos públicos argentinos para apoiar criminosos de guerra.

Justiça para as vítimas

Uma equipe internacional analisa os documentos nos Estados Unidos e na Europa. Para Ariel Gelblung, diretor do Centro Simon Wiesenthal para a América Latina, o processamento dessa história é uma forma de justiça tardia, porém fundamental, para as vítimas do Holocausto.

Com informações do Deutsche Welle

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