Moradores da Travessa Curuzu, no bairro da Pedreira, em Belém, denunciaram nesta sexta-feira (10) uma situação de insalubridade causada pelo acúmulo de cães em uma residência da região. Segundo os relatos, cerca de 40 animais vivem no imóvel em condições precárias, provocando forte mau cheiro, barulho constante e preocupação com a saúde pública. O caso foi mostrado pelo programa Bora Cidade, da RBATV.
De acordo com os vizinhos, o problema se arrasta há vários anos e tem se agravado com o aumento da quantidade de animais. Além dos latidos frequentes, moradores afirmam conviver diariamente com o odor intenso proveniente das fezes e da falta de estrutura para abrigar os cães.
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Um dos moradores da travessa, identificado como Afonso, afirmou que a comunidade já não suporta mais a situação e pede que órgãos públicos façam uma vistoria no local.
Segundo ele, diversos cães escapam da residência com frequência, sendo necessário que vizinhos ajudem a recolocá-los no imóvel para evitar acidentes. Afonso também relatou já ter presenciado animais atropelados e filhotes feridos por estruturas metálicas existentes na casa.
“O cheiro é constante e muito desagradável. Nossa preocupação é tanto com os animais quanto com as pessoas que vivem na residência. A casa está deteriorada e não oferece condições para ninguém morar”, afirmou.
O morador também relatou episódios de cães mortos dentro da propriedade e afirmou que já houve casos em que animais passaram a consumir outros animais, situação que atribui à falta de alimentação adequada.
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Dono do imóvel relata dificuldades
Daniel, que mora na residência com a esposa e a irmã, confirmou que a familiar seria responsável por acumular os cães. Segundo ele, atualmente existem entre 30 e 40 animais no imóvel, número que aumenta constantemente devido ao nascimento de novos filhotes.
Ele afirma que a irmã não permite que os cães sejam castrados, vacinados ou recebam outros cuidados veterinários, além de impedir que familiares tentem doar os animais.
Daniel também disse que a situação afeta diretamente sua saúde. Ele relatou ser uma pessoa com transtorno do espectro autista (TEA), possuir histórico de depressão e conviver diariamente com medo de sofrer ataques dos cães, que, segundo ele, não são vacinados.
Além disso, afirmou que o ambiente está tomado por fezes dos animais e que as condições da residência são precárias.
Comunidade pede providências
Os moradores cobram a atuação dos órgãos responsáveis pela proteção animal, assistência social e vigilância sanitária para avaliar tanto a situação dos cães quanto das pessoas que vivem no imóvel.
A comunidade também pede medidas que garantam atendimento aos animais, incluindo resgate, tratamento veterinário, castração e encaminhamento para adoção, além de acompanhamento à família que reside na casa.
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