O técnico interino Ignácio Neto ainda vai dirigir o Paysandu nos últimos dois jogos do time na Série B do Brasileiro, diante do Amazonas-AM e Athletic-MG. O primeiro em Belém, já na próxima sexta-feira, e, o segundo, no domingo, dia 23 deste mês. A estreia do treinador “tampão” ocorreu no último domingo, com a derrota por 2 a 1, diante do Coritiba-PR, na Curuzu. Após a partida, mesmo com a derrota, Neto fez elogios ao comportamento de seus comandados diante do Coxa. O treinador, que é egresso da base da Tuna e do próprio Paysandu, falou, também, do trabalho das divisões de base no futebol do Papão, não poupando críticas.
“Eles estão de parabéns, se entregaram, acreditaram em cima dos princípios adotados e fizeram um grande jogo. Não controlamos resultados, mas estão aí os números. Poderíamos empatar ou até virar a partida. Falta eficiência, que é a consolidação e fluidez desse trabalho”, afirmou o técnico. Ele chamou a atenção para o curto tempo que teve para implantar a sua metodologia de trabalho e a forma como gosta de ver sua equipe jogando. “Todo trabalho são fases. Passamos uma semana de implementação. Futebol requer tempo. Mas já deu para ver comportamentos e princípios em uma semana, em fase defensiva, ofensiva, bola parada, com os atletas que decidiram ficar”, alegou.
Neto botou a garotada do Papão para jogar
O treinador, que utilizou na partida os jogadores Lucão, Pedro Henrique, Kauã Hinkel e Matheus Capixaba, tendo, ainda, Iarley no banco, falou sobre a entrada da garotada no time. “Tenho que valorizar também os meninos da base que, por conhecerem mais o meu trabalho, entraram e deram conta do recado, com muita personalidade”, declarou. Além disso, analisando o “trabalho” desenvolvido na base dos clubes locais de uma forma geral, Neto não poupou críticas a ninguém. O treinador fez um comparativo entre o que é feito aqui e o que acontece em clubes de outros centros do país.
O que falta?
“Para a base do Pará, falta tudo. Falta um olhar responsável, estrutura, nutrição adequada, para que o atleta chegue no clube e se alimente o dia todo. Falta um departamento de fisiologia que cuide apenas da base, assistente social, psicóloga, dentre outras situações. Trabalhar base não é só empilhar troféu, não é só comemorar título, uma hora o Remo vai ganhar, Paysandu vai ganhar, a Tuna, o Carajás, o Águia, não, não é isso. Trabalhar base é o que fizemos hoje, não da forma ideal, mas de uma forma responsável, como eu fiz na Tuna, onde lancei atletas em competições como Copa do Brasil e Série D”, discursou o técnico.
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