Durante as miniférias que o elenco do Remo teve antes da intertemporada para a Copa do Mundo, viralizou nas redes sociais as fotos de Duplexe Tchamba voltando ao seu país de Natal, Camarões, onde levou camisas e bandeiras azulinas para distribuir entre familiares e amigos, em especial com crianças da capital Yaoundé. De volta aos treinos, o defensor comentou que isso é apenas parte do que ele tenta fazer para retribuir o que ganhou com a vida no futebol profissional para ajudar sua comunidade, não necessariamente só com esportes, mas principalmente com saúde e educação.
“Foi um prazer para mim levar esses valores daqui para o meu país. O meu país é quase igual como aqui. Para mim foi muito importante porque sempre na minha vida cresci com nada. Hoje, Deus me deu oportunidade para ajudar quem não tem chance de ir para a escola, crianças que jogam na academia para ajudar”, disse. “Mas, não só para jogar futebol, para ir para a escola também, dar uma chance para viver. Para mim, é mais importante porque aqui, antes de eu chegar aqui, todas as pessoas me recebem muito bem. Levar a camisa do Remo para o meu país foi um prazer”, completou Tchamba.
Ações sociais em Yaoundé
Em Yaoundé, o zagueiro participou de ações sociais voltadas para crianças e jovens da comunidade local. Além do caráter solidário, as iniciativas ajudaram a divulgar o nome do Remo no continente africano. De acordo com Tchamba, as visitas despertaram o interesse dos moradores de sua cidade pelo Clube do Remo. Ele afirmou que desde que passou a defender o Leão Azul, muitos camaroneses passaram a acompanhar os jogos da equipe paraense.
Acolhimento em Belém
O jogador falou sobre essa relação com o Brasil, em especial com Belém. Para ele, dentre os vários locais que já jogou, o que mais se aproximou do que mais gosta de viver em seu país. “O lugar que mais me marcou é aqui, e explico o motivo: sou alguém que preza muito pela família. As pessoas em Belém são muito abertas e receptivas. Além disso, a cultura do futebol aqui está em outro nível, com uma torcida muito intensa. Para mim, esses valores humanos são o que realmente importa”, afirmou. “As pessoas aqui são mais abertas, mais famílias. O fator fundamental foi o acolhimento, como se fôssemos uma família. As pessoas aqui são muito calorosas. A cultura e a paixão pelo futebol no Brasil são muito marcantes e algo com que me identifico profundamente”.
Adaptação e expectativas
Tchamba lembrou das conversas que teve com o meio-campista Pablo Roberto, que defendeu o Remo em 2022 e 23 e, depois, passou mais dois anos no Casa Pia. Foi no clube portiguês que os dois atuaram juntos, e o jogador brasileiro o deu referências sobre a nova casa e o quanto isso o ajudou na adaptação na nova casa. “Antes de vir para cá eu conversei com o Pablo Roberto, que já conhecia o clube e o projeto. Quando cheguei, percebi que a realidade superou as expectativas. Gosto muito da rotina de treinar aqui, de conhecer a cidade e interagir com as pessoas. Tem sido uma experiência muito positiva”.
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