Em poucos meses no futebol brasileiro, Tchamba deixou de ser uma novidade no elenco do Remo para se tornar uma das principais peças da defesa azulina. Contratado em março para disputar pela primeira vez uma competição no país, o zagueiro rapidamente conquistou espaço na equipe e agora colhe os frutos do bom momento com a convocação para a seleção de Camarões.
O defensor soma 21 partidas pelo Remo e um gol marcado. O desempenho pelo Leão chamou a atenção do técnico da seleção camaronesa, que incluiu Tchamba na lista de 26 convocados para as Eliminatórias da Copa Africana de Nações. A convocação também marcou um momento histórico para o clube.
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Para o zagueiro, a oportunidade com a camisa de Camarões é consequência direta do trabalho. “A seleção é o resultado daqui. Tenho muito amor por essa camisa. O Remo é um clube que tem que ficar na Série A. Vamos fazer de tudo, seja em casa ou fora, para deixar tudo no campo”, disse Tchamba que se tornou o primeiro jogador do Remo a ser chamado para defender uma seleção principal enquanto ainda atua pelo time azulino.
Antes de desembarcar no Brasil, Tchamba já havia buscado informações sobre o futebol nacional com jogadores que conheciam a competição. Entre os atletas consultados estavam Cassiano, Nuno Moreira, do Vasco, e Pablo Roberto, que também teve passagem pelo Remo. Depois de experiências no futebol francês e português.
Feliz e adaptado no Brasil
No Brasil, o camaronês encontrou um cenário diferente, principalmente pela intensidade das partidas e pela maneira como os torcedores vivem o futebol. “Estou muito feliz por estar aqui, porque tem muita competição, te dá oportunidade de crescer mais rápido. O Brasileirão é um dos maiores campeonatos, já joguei na França e Portugal. Aqui, futebol é cultura.”
Além da intensidade dentro de campo, o zagueiro destacou a relação entre os torcedores e o futebol como uma das principais diferenças que encontrou no Brasil. Tchamba afirmou que a atmosfera das arquibancadas foi algo que chamou sua atenção desde a chegada ao país. “A minha família via coisas diferentes que viam na Europa. Aqui, a torcida apoia em todos os jogos. Por isso, deixo tudo em campo”, definiu.





