A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já desperta ansiedade e expectativa entre os torcedores brasileiros. Além da paixão pelo futebol, muitos fãs carregam costumes que consideram indispensáveis durante os jogos da Seleção. Seja vestir a mesma camisa, sentar no mesmo lugar ou repetir algum ritual antes da partida, as superstições continuam fazendo parte da experiência de acompanhar o maior evento esportivo do planeta.
Para o paraense Helder Figueiredo, a tradição é levada a sério. A cada Copa do Mundo, ele segue alguns hábitos que acredita trazer sorte para a Seleção Brasileira. Entre eles, colocar o nome do adversário no congelador, usar a mesma camisa e enfeitar o quintal da casa.
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Segundo Helder, as superstições começaram ainda na infância, influenciadas pelo clima de união e esperança que sempre marcou os Mundiais em sua família. Mesmo sem acreditar que os rituais possam realmente interferir no resultado dentro de campo, ele admite que manter as tradições ajuda a aumentar a confiança e a tornar o momento ainda mais especial. “As minhas supertições nunca deram certo pro Brasil ser campeão, mas eu sempre coloco o nome dos adversários no congelador e uso sempre a mesma blusa”, disse Helder rindo.
Expectativa para o Hexa
Com a aproximação da Copa de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, a expectativa de Helder é grande. O torcedor acredita em uma campanha competitiva da Seleção Brasileira e espera ver o país novamente na disputa pelo tão sonhado hexacampeonato. “Precisamos despertar o amor que o povo bresileiro sente pela selação, infelizmente nas últimas copas não conseguimos chegar longe”, disse o torcedor.
Como a psicologia vê a superstição
Especialistas apontam que as superstições são comuns no esporte porque ajudam as pessoas a lidar com a ansiedade e a sensação de falta de controle sobre os acontecimentos. Em competições de grande importância, como a Copa do Mundo, esses comportamentos costumam se intensificar, criando tradições que passam de geração para geração.
Para a psicóloga Silvia Vasconcelos, a superstição no futebol pode ser compreendida pela Psicologia como uma tentativa humana de lidar com a incerteza. “O esporte é marcado por fatores imprevisíveis: um time pode dominar a partida e ainda assim perder por um detalhe. Diante desse cenário, jogadores, técnicos e torcedores frequentemente desenvolvem rituais e crenças que lhes oferecem uma sensação de controle sobre aquilo que, na prática, não podem controlar”, afirmou Silvia.
A Psicologia entende a superstição no futebol não como uma simples “crendice”, mas como um fenômeno ligado à necessidade humana de encontrar previsibilidade, reduzir tensões emocionais e criar significados em situações marcadas pela incerteza. “Usar a mesma camisa em dias de jogo, sentar sempre no mesmo lugar, entrar em campo com o pé direito ou repetir determinadas rotinas antes das partidas são exemplos comuns. Do ponto de vista psicológico, esses comportamentos funcionam como estratégias para reduzir a ansiedade e aumentar a sensação de segurança emocional.”
Enquanto a bola não rola, Helder já se prepara para repetir seus rituais de sorte. Afinal, para muitos torcedores, acompanhar a Copa do Mundo vai muito além dos 90 minutos em campo: é uma mistura de emoção, esperança e tradições que fazem parte da história de cada brasileiro.
“Eu lembro muito da minha família reunida para assistir, e o melhor sempre é a bagunça que fazemos, gol do Brasil soltávamos aquelas bombas. A família toda gosta muito dessa algazarra e eu acho que é o sentido da Copa do Mundo, estar com quem a gente ama”, finalizou Helder.







