O Cuiabá, que atualmente disputa a Série B, informou nesta terça-feira (22) que o Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a pagar R$ 18.616.377,46 ao clube mato-grossense. A dívida está relacionada à negociação do zagueiro Joaquim, em 2023, e à participação do Cuiabá na posterior venda do jogador ao Tigres, do México.
Segundo o Cuiabá, a última parcela do acordo original venceu em janeiro de 2025. Na tentativa de facilitar o pagamento, o clube afirma ter aceitado uma renegociação e aberto mão de parte considerável do valor que tinha a receber. Mesmo assim, o Santos teria pago apenas a primeira de cinco novas parcelas.
Diante do novo atraso, o Cuiabá acionou a CNRD em maio de 2025. A decisão saiu 16 meses depois e determinou o pagamento dos R$ 18,6 milhões.
Apesar da condenação, o Cuiabá afirmou que não considera o caso resolvido. Em nota publicada nas redes sociais, o clube disse esperar o pagamento imediato da dívida e destacou que o Santos ainda pode recorrer ao Comitê Brasileiro de Arbitragem e Mediação (CBMA).
O clube mato-grossense também criticou a possibilidade de novos recursos serem utilizados apenas para prolongar o pagamento. Segundo o Cuiabá, o histórico recente do Santos preocupa, principalmente por causa de cobranças feitas por Arouca e Monaco na Fifa. O clube afirma que, nesses casos, o Santos só teria quitado os débitos após sofrer transfer ban, embora já estivesse condenado havia meses.
A nota ainda cita outras dívidas do futebol brasileiro com o Cuiabá.
O Corinthians tem um débito relacionado à contratação do volante Raniele. De acordo com o Cuiabá, a própria CNRD incluiu o valor em um plano coletivo de pagamento dividido em 24 parcelas trimestrais até 2031, corrigidas pela inflação e sem juros. O clube afirma que uma parcela vencida em 17 de julho continua em aberto.
Corinthians, Sport e Grêmio também têm dívidas
O Sport deve cerca de R$ 6 milhões pela contratação do lateral-direito Matheus Alexandre. Já o Grêmio é citado em um processo envolvendo aproximadamente R$ 900 mil, cujo julgamento sobre a inclusão do crédito em um plano de pagamento coletivo ainda é aguardado.
O Cuiabá afirma que existem ainda outros débitos de valores menores e que, somados, os créditos do clube contra equipes brasileiras ultrapassam R$ 40 milhões.
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