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Sem Pelé, Garrincha comanda o Brasil rumo ao bi em 1962

A lesão de Pelé parecia capaz de mudar o rumo da Copa do Mundo de 1962. O camisa 10 havia marcado na estreia e era uma das principais referências da Seleção Brasileira. Mas o que poderia se transformar em drama acabou servindo como prova da força de um elenco que entrou para a história com a conquista do bicampeonato mundial no Chile.

Chegando ao torneio como atual campeã do mundo, a Seleção carregava o peso do favoritismo e a responsabilidade de confirmar o título conquistado quatro anos antes na Suécia. A base vencedora foi mantida, com poucas mudanças entre os titulares e na comissão técnica.

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A caminhada começou em Viña del Mar. Contra o México, o Brasil venceu por 2 a 0, com gols de Zagallo e Pelé, dando o primeiro passo rumo à defesa da taça.

O cenário mudou na rodada seguinte. Em um empate sem gols diante da Tchecoslováquia, Pelé sofreu uma lesão muscular e não teve mais condições de atuar no restante da competição. A baixa gerou preocupação, mas abriu espaço para um personagem decisivo.

Amarildo assumiu a responsabilidade e respondeu em campo. Na partida que definiu a classificação brasileira, o atacante marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre a Espanha, resultado que garantiu a equipe na fase eliminatória.

Se Amarildo apareceu em um momento crucial, quem dominou o torneio foi Garrincha. O ponta viveu uma das atuações mais marcantes da história das Copas, desequilibrando partidas com dribles, assistências e gols.



Nas quartas de final, a vítima foi a Inglaterra. Com dois gols de Garrincha e outro de Vavá, o Brasil venceu por 3 a 1 e avançou para enfrentar os donos da casa.

A semifinal colocou mais de 70 mil torcedores chilenos diante da Seleção. Nem o ambiente favorável aos anfitriões impediu a classificação brasileira. Garrincha e Vavá marcaram duas vezes cada na vitória por 4 a 2, consolidando o Brasil na decisão.

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A final reservou um reencontro com a Tchecoslováquia, adversária da fase de grupos. Mesmo com Garrincha enfrentando problemas físicos, a equipe mostrou maturidade para buscar a virada após sair atrás no placar.

Amarildo, Zito e Vavá marcaram os gols da vitória por 3 a 1, resultado que garantiu o segundo título mundial da história da Seleção Brasileira.

Mais do que a conquista, a campanha de 1962 demonstrou a profundidade de um time repleto de talentos. Sem Pelé em grande parte do torneio, o Brasil encontrou em Garrincha o principal protagonista e confirmou ao mundo que o sucesso de 1958 não havia sido obra do acaso.

O bicampeonato no Chile consolidou a Seleção como a maior referência do futebol internacional naquele período e abriu caminho para uma era de protagonismo que seguiria marcando a história das Copas do Mundo.

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1962:

  • Goleiros: Castilho (Fluminense) e Gilmar (Santos);
  • Defensores: Altair (Fluminense), Bellini (São Paulo), Djalma Santos (Palmeiras), Jair Marinho (Fluminense), Jurandir (São Paulo), Mauro (Santos), Nilton Santos (Botafogo) e Zózimo (Bangu);
  • Meio-campistas: Didi (Botafogo), Mengálvio (Santos), Zequinha (Palmeiras) e Zito (Santos);
  • Atacantes: Amarildo (Botafogo), Coutinho (Santos), Garrincha (Botafogo), Jair da Costa (Portuguesa), Pelé (Santos), Pepe (Santos), Vavá (Palmeiras), Zagallo (Botafogo).
  • Técnico: Aymoré Moreira.

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