O Remo ocupa a oitava posição no ranking de patrimônio líquido entre os clubes analisados e aparece à frente de rivais tradicionais da Série A. De volta à elite nacional após 32 anos, o Leão Azul encerrou 2025 com R$ 281,6 milhões no indicador, superando Atlético-MG, Grêmio, Fluminense, Vasco e Corinthians. O estudo considera os 20 participantes da primeira divisão de 2026 e os quatro rebaixados na temporada anterior.
O patrimônio líquido representa a diferença entre os ativos de uma instituição e todas as suas obrigações. No caso azulino, o avanço foi expressivo: o valor passou de R$ 138,8 milhões em 2024 para R$ 281,6 milhões em 2025, crescimento superior a 100%. No mesmo período, a receita bruta chegou a R$ 82,9 milhões, quase quatro vezes os R$ 21,3 milhões registrados em 2022.
Dívida controlada e crescimento de receitas
A dívida estimada do Remo é de R$ 36,8 milhões, valor que contrasta com os passivos bilionários encontrados em parte da elite. A combinação entre crescimento das receitas, valorização patrimonial e obrigações menores ajuda a explicar por que o clube mantém ativos superiores às dívidas, mesmo ainda distante das maiores potências financeiras do país.
Furacão lidera com patrimônio de R$ 1 bi
O Athletico lidera o levantamento com patrimônio líquido de R$ 1,071 bilhão e é o único clube brasileiro acima da marca de R$ 1 bilhão. Mesmo após registrar déficit de R$ 58,1 milhões em 2025, o Furacão preservou a liderança, sustentado por investimentos, imóveis, estrutura da Arena da Baixada, direitos de atletas e receitas futuras. Seu passivo total é de R$ 404,8 milhões.
O Flamengo ocupa a segunda posição, com patrimônio líquido de R$ 954 milhões, apesar de acumular dívida de R$ 1,26 bilhão. O cenário demonstra que endividamento elevado não significa, isoladamente, patrimônio negativo: a condição depende da relação entre bens, direitos, receitas e o conjunto das obrigações registradas.Posição do Remo.
Posição do clube paraense ganha peso
A posição do Remo ganha peso na comparação com clubes de maior faturamento e presença histórica na primeira divisão. O Atlético-MG, por exemplo, caiu de R$ 859,6 milhões em 2024 para R$ 82,5 milhões em 2025, retração de 90,4%. Grêmio, Fluminense, Vasco e Corinthians também aparecem abaixo do Leão, sendo que esses quatro apresentam patrimônio líquido negativo.
O Corinthians vive o quadro mais crítico, com patrimônio líquido negativo de R$ 774,1 milhões. Na prática, a soma dos jogadores, imóveis, receitas futuras e demais ativos do clube paulista ainda seria insuficiente para cobrir todas as obrigações contabilizadas.
Para o Remo, o resultado financeiro reforça a evolução que acompanhou os acessos nacionais e o retorno à Série A. O desafio agora é transformar a base patrimonial em capacidade de investimento, competitividade esportiva e estabilidade permanente entre os principais clubes do futebol brasileiro.
O post Remo supera Corinthians, Vasco, Grêmio e Atlético-MG em patrimônio líquido e alcança R$ 281,6 milhões apareceu primeiro em Diário do Pará.






