O Clube do Remo vai desembolsar cerca de R$ 4,9 milhões em valores relacionados a comissões técnicas, rescisões e acordos envolvendo treinadores que passaram pelo clube em um período de aproximadamente um ano. O mais recente envolve Léo Condé, que foi demitido em 15 de setembro de 2026, e o acordo relacionado à sua saída está em torno de R$ 1,2 milhão.
Do total, R$ 4,18 milhões correspondem exclusivamente ao técnico Juan Carlos Osorio e aos acordos envolvendo os treinadores António Oliveira e Léo Condé, que foram demitidos. Os outros R$ 609,1 mil são referentes à comissão técnica de Guto Ferreira, que não foi demitido e, por isso, representa um gasto diferente de uma rescisão.
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Os números mostram o impacto financeiro provocado pelas mudanças no comando técnico do Remo e pelos compromissos assumidos pelo clube com profissionais que integraram as comissões. Mas vale destacar que os acordos envolvendo António Oliveira, Guto Ferreira e Juan Carlos Osório já foram devidamente quitados e homologados na justiça.
Acordos e rescisões em 2025
O treinador português António Oliveira foi demitido pelo Remo em 21 de setembro de 2025, durante a disputa da Série B.
Na ocasião, o clube desembolsou aproximadamente R$ 1,4 milhão em acordo relacionado à saída do treinador e toda sua comissão técnica.
Logo após a saída de Oliveira, Remo contratou o treinador Guto Ferreira, que, na reta final, alcançou uma arrancada que culminou com o histórico acesso para a Série A deste ano.
Porém, o treinador acabou não ficando para 2026, e, no acordo envolvendo premiações e salários, Leão e Guto firmaram um acordo que totalizou R$ 609 mil, divididos entre o treinador e sua comissão técnica.
Duas demissões em 2026
Para 2026, a direção azulina optou pelo nome do experiente treinador colombiano Juan Carlos Osório para iniciar o ano mais importante do clube em 3 décadas.
No entanto, a relação durou apenas 3 meses. No dia 1.º de março, o Remo encerrou o vínculo com o comandante colombiano. Os valores relacionados à sua comissão técnica chegam a R$ 1,7 milhão.
E, por fim, mais recentemente, o Remo teve outro compromisso financeiro relacionado à troca de treinador. Léo Condé foi demitido em 15 de setembro de 2026, e o acordo relacionado à sua saída foi informado em R$ 1,2 milhão.
O valor foi definido em acordo entre as partes e será pago de forma parcelada. Segundo o presidente azulino, Antônio Carlos Teixeira, o clube já quitou a primeira parcela da indenização. O assunto foi abordado pelo dirigente no programa Jogo Aberto PA, da RBATV, nesta quarta-feira (30).
Trocas no comando aumentam a conta
Os números evidenciam que a sequência de mudanças no comando técnico tem impacto que vai além do desempenho esportivo. Cada troca envolve compromissos financeiros com treinadores e integrantes das comissões, além de eventuais acordos para encerramento antecipado dos contratos.
E, no período de 1 ano, o Leão Azul teve 4 treinadores diferentes, que irão custar aos cofres do clube cerca de R$ 4,9 milhões em acordos e rescisões. Nesse momento, o Remo conta com Thiago Carpini para a reta final do Brasileirão e buscar a permanência do clube na elite para 2027.






