O Clube do Remo se posicionou oficialmente neste domingo (19) após denunciar episódios de xenofobia contra sua delegação durante a partida contra o Red Bull Bragantino, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série A. O time perdeu o jogo por 4 a 2.
Em nota, o clube paraense repudiou os atos direcionados a atletas, comissão técnica e demais integrantes da delegação, reforçando que não admite qualquer tipo de discriminação — seja ela racial, étnica, regional ou de qualquer outra natureza. O Remo destacou ainda que o futebol deve ser um ambiente de respeito, inclusão e diversidade.
O clube também lembrou que a xenofobia é crime previsto na legislação brasileira. De acordo com a Lei nº 9.459/97, esse tipo de conduta pode resultar em pena de reclusão de um a três anos. Diante do ocorrido, o Remo cobrou a identificação e punição dos responsáveis.
Repercussão e o combate à Xenofobia
O episódio reacende um alerta dentro do futebol brasileiro, especialmente após um caso semelhante registrado recentemente. Em 2025, durante uma partida entre Avaí Futebol Clube e o próprio Remo, no estádio Estádio da Ressacada, uma torcedora foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina por supostos crimes de racismo e xenofobia.
Na ocasião, segundo a denúncia, a mulher teria dirigido ofensas a torcedores paraenses com expressões de cunho racial e regional, incluindo frases discriminatórias relacionadas à cor da pele e à origem geográfica. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, ela passou à condição de ré em ação penal.
Para o Clube do Remo, a repetição de episódios como esses reforça a necessidade de medidas mais rigorosas no combate à discriminação nos estádios. O clube encerrou a manifestação reiterando seu compromisso com o respeito e a defesa de seus torcedores e profissionais, dentro e fora de campo.
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