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Presidente do Paysandu abre o jogo sobre sondagens por Júnior Rocha

O sucesso dentro de campo costuma trazer novos desafios fora dele. À medida que o Paysandu acumula conquistas e consolida uma das temporadas mais vitoriosas dos últimos anos, cresce também o assédio do mercado sobre profissionais e atletas que participam da campanha histórica do clube em 2026.

Depois de levantar os troféus do Campeonato Paraense, da Copa Norte e da Copa Verde, o Papão voltou a figurar entre os principais protagonistas do futebol da região Norte. O desempenho coletivo colocou em evidência nomes importantes do elenco e também do comando técnico, gerando especulações sobre possíveis investidas de outras equipes.

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NOME DE JÚNIOR ROCHA MOVIMENTA BASTIDORES

Nos últimos dias, informações divulgadas pelo repórter Horácio Neto, da rádio O Povo CBN, de Fortaleza, apontaram que Júnior Rocha estaria entre os principais candidatos para assumir o comando do Ceará após a saída de Mozart. Apesar da repercussão, o presidente do clube cearense, João Paulo Silva, negou qualquer negociação envolvendo o treinador. Enquanto isso, na Curuzu, o assunto é tratado sem alarde.

Questionado sobre a possibilidade de outros clubes monitorarem o trabalho de Júnior Rocha, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, afirmou que a situação é consequência natural da excelente campanha construída pelo clube nesta temporada.

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Segundo o mandatário, que participou do programa Donos da Bola, da RBATV, nesta quinta-feira (11), o destaque alcançado pelo Papão não valoriza apenas o treinador, mas também os atletas e todos os profissionais envolvidos no projeto. “O Paysandu está fazendo uma campanha praticamente perfeita até então. É natural que todos os envolvidos nesse projeto estejam ganhando visibilidade e despertando interesse de outras equipes”, afirmou.

Tuma ressaltou que o clube trabalha para oferecer estabilidade e segurança profissional aos seus colaboradores, apostando no cumprimento dos compromissos assumidos e na construção de relações duradouras.

ESPINHA DORSAL É PRIORIDADE PARA 2027

Mesmo reconhecendo o assédio do mercado, a diretoria deixa claro que o planejamento vai além da temporada atual. De acordo com o presidente, a intenção é manter a base responsável pelos resultados conquistados em 2026 e fortalecer um projeto de médio e longo prazo para recolocar o Paysandu em patamares mais elevados no cenário nacional.

“Todos que estão aqui hoje interessam para a gente em 2027. Queremos manter uma espinha dorsal da equipe e não entraremos em leilão. O nosso objetivo é criar um ambiente atrativo para que as pessoas queiram permanecer no clube e façam parte desse projeto”, declarou.

CONFIANÇA NA PERMANÊNCIA DO TREINADOR

Márcio Tuma também revelou que a diretoria mantém conversas frequentes com Júnior Rocha e que tem conhecimento das consultas e propostas que chegam ao treinador e aos jogadores. Ainda assim, o dirigente demonstrou confiança na continuidade do trabalho desenvolvido pelo comandante bicolor. “A gente sabe que o treinador recebe propostas, assim como os atletas. Isso faz parte do futebol. Mas percebemos que o Júnior está muito satisfeito aqui e temos confiança de que ele vai concluir esse projeto em 2026”, disse.

O presidente foi além e reforçou o desejo de contar com o técnico também na próxima temporada. “Se depender da gente, ele ficará em 2027. O Júnior já manifestou inúmeras vezes que está feliz no Paysandu, é muito bem recebido aqui e acredita no projeto que estamos construindo. Entendemos que juntos podemos alcançar os patamares que tanto o clube quanto ele desejam atingir”, concluiu.

RECONSTRUÇÃO QUE GERA VALORIZAÇÃO

Aos 45 anos, Júnior Rocha tornou-se uma das figuras centrais do processo de reconstrução do Paysandu. Sob seu comando, o clube conquistou a tríplice coroa regional de 2026 e reviveu lembranças da histórica temporada de 2002.

Com passagens por clubes como Luverdense, Novorizontino, Santa Cruz, CRB, Ypiranga-RS, Figueirense, Guarani-SP, Ferroviária e Caxias-RS, o treinador acumula títulos importantes no currículo, incluindo duas Copas Verdes, um Campeonato Mato-Grossense, um Campeonato Paraense e uma Recopa Catarinense.

O bom momento faz com que seu nome continue valorizado no mercado. Porém, ao menos por enquanto, a diretoria bicolor demonstra tranquilidade e aposta na continuidade de um projeto que recolocou o Paysandu no caminho das conquistas.

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