A Prefeitura de Belém assinou nesta quinta-feira (10) a ordem de serviço (OS) para a reforma e ampliação do Hospital Veterinário Municipal Dr. Vahia, localizado no bairro do Tapanã. A assinatura ocorreu no próprio hospital. As obras vão se iniciar no dia 21 e têm prazo estimado em 120 dias para conclusão.
Com a requalificação da unidade, Belém passará a contar com três equipamentos públicos destinados ao atendimento de cães e gatos: o Hospital Veterinário Municipal (HVET), localizado na avenida José Bonifácio; a Clínica Veterinária Municipal, na avenida Marquês de Herval; e o novo Hospital Veterinário Dr. Vahia, após a conclusão das obras.
“A gente já tem a Clínica Municipal Veterinária, já tem o Hospital Veterinário de São Brás, e agora nós vamos ter esse hospital veterinário, que foi o primeiro da cidade, todo requalificado e ampliado. Ele dará condições para aqueles que precisam trazer o seu animal, mas que, muitas vezes, não tem dinheiro para pagar uma consulta, um procedimento. Eu queria agradecer a todos que tiveram essa luta como uma luta central. Eu tenho certeza que a gente vai continuar avançando e esse hospital será uma referência ainda maior para a nossa cidade, para a Região Norte”, afirmou o prefeito Igor Normando.
A reforma do Hospital Veterinário Dr. Vahia ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), enquanto a gestão do espaço caberá à Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais (Sepda).
De acordo com a secretária adjunta da Seinfra, Rafaela Mericia, a intervenção vai requalificar as estruturas existentes e ampliar o espaço físico do hospital, que dobrará de tamanho.
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A gestora explica que a atual administração encontrou a unidade com sinais de deterioração, infiltrações e alguns equipamentos danificados. Com a obra, a estrutura será completamente readequada.
A unidade também ganhará novos espaços e serviços voltados ao cuidado e ao bem-estar dos animais, que não existiam anteriormente.
“Vamos aumentar o número das salas de cirurgia e salas de internação. Antigamente não tinha uma ala de atendimento só para animais com doenças contagiosas e hoje já vai ter, para não ter essa mistura de animais. Essa medida é muito importante. E o aumento da capacidade do hospital”, informou Merícia.
Para a secretária da Sepda, Eliana Uchôa, a reforma e ampliação do Hospital Veterinário Dr. Vahia representa uma grande vitória para a causa animal em Belém. Segundo ela, a nova estrutura permitirá ampliar o atendimento aos tutores que vivem no Tapanã e em bairros próximos e que enfrentam dificuldades para se deslocar até os equipamentos públicos localizados na região central da cidade.
“É a demonstração do prefeito Igor Normando do amor pelos animais, pela causa animal. Mais um serviço para ajudar os protetores, a população de Belém que é tão carente e que realmente têm a necessidade desse atendimento. Para mim é uma vitória maravilhosa, fora do comum”, declarou.
Protetores acompanham assinatura da OS
Além dos gestores públicos, a assinatura da ordem de serviço contou com a participação de protetores independentes de animais. Entre eles estava Elenai de Moraes, de 59 anos, dona de casa e moradora do bairro do Tapanã.
Elenai recolhe gatos errantes e os leva para casa, onde mantém os animais como lar temporário até conseguir encaminhá-los para adoção. Atualmente, ela abriga 20 gatos.
A dona de casa já utilizou diversas vezes o Hospital Dr. Vahia no passado e relata que, naquela época, a unidade enfrentava dificuldades relacionadas à falta de materiais veterinários e de atendimento médico.
“Eu espero que o hospital volte a funcionar muito melhor do que era antes. Estou bastante ansiosa para a inauguração”, afirmou a tutora.
A expectativa também é compartilhada por entidades que acompanham as políticas públicas voltadas à causa animal. Selma Coelho, diretora do Movimento pelo Bem-Estar Animal de Belém, organização da sociedade civil que acompanha as políticas públicas destinadas aos animais, considera a obra uma reivindicação antiga.
Para ela, a ampliação da estrutura é necessária diante da demanda existente na capital.
“Não tínhamos políticas públicas nas gestões passadas voltadas para os animais, então a população de rua aumentou bastante. Eu espero que, além dos atendimentos, haja mais castrações para diminuir a proliferação de gatos e cachorros errantes.”






