O mundo do basquete sofreu uma grande perda nesta sexta-feira (17). Aos 68 anos, Oscar Schmidt morreu poucos minutos após receber atendimento médico por um mal-estar. E, assim, hoje é dia de recordar a trajetória de Oscar; no basquete mundial, é marcada por números impressionantes, passagens por grandes clubes e, principalmente, por uma decisão que ajudou a moldar sua história: abrir mão da NBA (National Basketball Association) para seguir vestindo a camisa da Seleção Brasileira.
Em uma época em que a principal liga do planeta já era vista como o auge da carreira, o “Mão Santa” optou por priorizar o país. A proposta mais concreta surgiu em 1984, quando o New Jersey Nets demonstrou interesse em levá-lo para os Estados Unidos.
No entanto, naquele período, a FIBA (Fédération Internationale de Basketball / em português Federação Internacional de Basquetebol) não permitia que atletas da NBA atuassem por suas seleções nacionais. Foi justamente essa regra que pesou na decisão do brasileiro, que preferiu seguir representando o Brasil a abrir mão da equipe nacional.
Na época, Oscar atuava pelo Juvecaserta, da Itália, e manteve sua escolha com convicção. Três anos depois, em 1987, veio a consagração: o título dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos na final, em um dos momentos mais emblemáticos do basquete nacional.
“Eu recusei e os caras falaram que não acreditaram. Meu amigo, a NBA não chega aos pés da minha Seleção Brasileira. Eu fiz isso com um orgulho danado. Isso foi em 1984, e três anos depois ganhamos o Pan-Americano”, afirmou o ex-jogador.
A relação entre NBA e seleções mudou em 1989, quando a FIBA passou a permitir a participação de atletas da liga americana em competições internacionais. Mesmo assim, Oscar garante que sua decisão não teria sido diferente, mesmo com um novo convite.
“Eu já estava meio velhinho. Um momento em que ser rookie não fazia sentido. Tinha recusado lá já, não iam me chamar de novo. Mas, se chamassem, ia falar não de novo. Mas eu ia arrebentar na NBA”, completou.
Ao longo da carreira, o “Mão Santa” construiu um legado sólido, com passagens por clubes do Brasil e da Europa, além de se tornar o maior símbolo do basquete brasileiro. Mais do que números, sua história ficou marcada por uma escolha rara no esporte: colocar a Seleção acima de qualquer proposta internacional.
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