O técnico Thiago Carpini, de 42 anos, é o principal nome do Clube do Remo para assumir o comando da equipe após a saída de Léo Condé. O treinador é tratado como o plano A da diretoria azulina para a sequência da temporada.
Carpini está livre no mercado desde julho de 2026, quando deixou o Fortaleza. A saída aconteceu mesmo após uma campanha considerada positiva. O treinador encerrou a passagem pelo clube com o time no G6 da Série B e depois de cumprir as principais metas estabelecidas para a temporada.
No Fortaleza, Carpini conquistou o Campeonato Cearense de forma invicta, levou a equipe à final da Copa do Nordeste, na qual perdeu para o Vitória, e também chegou às oitavas de final da Copa do Brasil.
Ao todo, foram 42 jogos pelo Fortaleza, com 22 vitórias, 11 empates e nove derrotas. Quando deixou o clube, o time ocupava a quarta colocação da Série B.
Como joga Thiago Carpini?
Carpini costuma trabalhar com equipes de postura ofensiva, intensidade e variação tática. Ao longo da carreira, já utilizou formações como 4-2-3-1, 4-3-3 e 4-4-2, adaptando o sistema de acordo com as características do elenco.
Uma das principais características de seus times é a utilização dos jogadores pelas laterais. Os pontas participam bastante da construção das jogadas e são usados para acelerar o ataque e criar espaços para cruzamentos e finalizações.
Esse aspecto pode ser interessante para o atual elenco do Remo. Jajá, por exemplo, tem características que podem se encaixar nesse modelo, principalmente pela capacidade de atuar pelos lados e atacar a área. O lateral-direito Marcelinho, que também apresenta vocação ofensiva, é outro jogador que pode ganhar importância dentro dessa ideia.
Outro ponto do trabalho de Carpini é a saída de bola desde a defesa. O treinador costuma incentivar a troca de passes entre zagueiros e meio-campistas para atrair o adversário e, a partir disso, encontrar espaços no campo de ataque.
Por isso, jogadores com qualidade no passe e capacidade de acelerar a construção das jogadas são importantes em seu modelo.
Pressão e intensidade
Sem a bola, Carpini também costuma cobrar pressão alta e intensidade nos duelos. Os atacantes e pontas não ficam restritos à função ofensiva e precisam participar da recomposição quando a equipe perde a posse.
A ideia é tentar recuperar a bola rapidamente e manter o adversário sob pressão.
No Remo, a possível chegada do treinador representaria uma mudança de características em relação ao trabalho de Léo Condé e, principalmente, uma tentativa de dar mais força ofensiva a uma equipe que luta contra o rebaixamento na Série A.
O auge no São Paulo
No currículo, ele tem como ponto alto a vitoriosa passagem pelo São Paulo no início de 2024.
No clube paulista, o treinador sagrou-se campeão da Supercopa do Brasil de 2024. Aos 39 anos na época do título, Carpini tornou-se o treinador mais jovem a erguer uma taça pelo Tricolor Paulista em 30 anos, feito que não acontecia desde a conquista da Conmebol de 1994 sob o comando de Muricy Ramalho.
Quase 300 jogos na beira do campo
Carpini contabiliza 281 partidas na carreira de treinador, somando 118 vitórias, 72 empates e 91 derrotas.
Antes de trabalhar na equipe paulista, o técnico destacou-se no Juventude entre maio de 2023 e janeiro de 2024, acumulando 32 jogos com 17 vitórias, 11 empates e 4 derrotas (média de 1,94 ponto por jogo).
Em maio de 2024, assumiu o Vitória, equipe em que permaneceu até julho de 2025 e esteve à frente em 73 partidas (28 vitórias, 21 empates e 24 derrotas).
Após um segundo ciclo de 22 jogos no Juventude em 2025, o treinador acertou com o Fortaleza em dezembro do mesmo ano. No clube cearense, disputou 41 partidas (23 vitórias, 10 empates e 8 derrotas, com média de 1,93 ponto por jogo), deixando a equipe na quinta colocação do primeiro turno da Série B antes de sua saída.
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