A possível conquista de mais uma Copa do Mundo por Lionel Messi abre uma discussão que há anos movimenta o futebol: o argentino já pode ser colocado à frente de Pelé na disputa pelo posto de maior jogador da história?
A pergunta ganha ainda mais força pelo contraste entre dois momentos que parecem impossíveis de repetir. De um lado, Pelé foi campeão mundial aos 17 anos, em 1958, e se tornou referência para gerações de jogadores. Do outro, Messi tenta ampliar seu legado aos 39 anos, mantendo o alto nível e buscando mais um título pela Argentina.
A seleção argentina disputa o tetracampeonato mundial contra a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, marcada para o próximo domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Messi tenta conquistar sua segunda Copa pela seleção e adicionar mais um capítulo a uma carreira já histórica.
Pelé: o fenômeno que surgiu aos 17 anos
Pelé construiu sua lenda justamente pela precocidade. Aos 17 anos, o Rei do Futebol foi protagonista do primeiro título mundial do Brasil, em 1958, marcou seis gols na competição e balançou as redes duas vezes na final contra a Suécia.
O impacto daquele Mundial ultrapassou os números. Pelé apresentou ao mundo um talento que ajudou a transformar a forma como o futebol era visto e deixou um legado que inspirou diferentes gerações de atletas.
Ao longo da carreira, o brasileiro acumulou marcas que ajudaram a construir sua imagem de maior símbolo do futebol. Pelé marcou 1.282 gols, conquistou três Copas do Mundo e fez história com o Santos, clube pelo qual ganhou duas vezes a Libertadores e o Mundial Interclubes.
Entre seus feitos mais impressionantes está a temporada de 1959, quando marcou 127 gols pelo Santos, uma marca que permanece como um dos grandes registros da história do futebol brasileiro.
A influência de Pelé também ultrapassou as quatro linhas. Em 1969, durante uma excursão do Santos pela África, sua popularidade era tão grande que um conflito na região da Nigéria teve uma pausa para que a população pudesse acompanhar uma partida da equipe brasileira.
Depois de pendurar as chuteiras, o Rei manteve sua ligação com o esporte e com causas sociais. Pelé foi ministro dos Esportes do Brasil entre 1995 e 1998 e participou da criação da Lei Pelé, além de atuar como Embaixador da Boa Vontade da UNESCO.
Messi: a genialidade que desafia o tempo
Messi representa outro tipo de feito. Aos 39 anos, o argentino desafia os limites da carreira esportiva ao continuar decisivo, usando técnica, inteligência e visão de jogo para permanecer entre os grandes nomes do futebol mundial.
O legado de Messi também é construído por números históricos. O argentino é o jogador com mais títulos oficiais na história do futebol, com 46 troféus, além de ser recordista com oito Bolas de Ouro. Com mais de 900 gols na carreira, ele consolidou seu nome entre os maiores artilheiros de todos os tempos.
Nas Copas do Mundo, Messi também alcançou uma marca histórica. O camisa 10 argentino se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais, superando o alemão Miroslav Klose e chegando aos 21 gols marcados em Copas.
Aos 39 anos, o argentino mantém protagonismo pela seleção e tenta conquistar sua segunda Copa do Mundo, depois do título de 2022, no Qatar. Uma nova taça pela Argentina colocaria ainda mais peso em uma trajetória já marcada por recordes e conquistas.
Dois legados, duas formas de fazer história
Os três títulos mundiais de Pelé sempre terão um peso enorme nessa comparação. Ao mesmo tempo, uma eventual conquista da Argentina pode fortalecer ainda mais o lugar de Messi na história, principalmente pelo protagonismo que o camisa 10 mantém pela seleção.
A música mais famosa da torcida brasileira também faz parte dessa discussão: “em 62 foi o Mané”. A frase lembra a Copa do Mundo de 1962, no Chile, quando Pelé sofreu uma lesão no início do torneio e não disputou a final. Naquela campanha, Garrincha assumiu o protagonismo e liderou o Brasil na conquista do bicampeonato.
Além das conquistas, Pelé carrega uma imagem quase única no futebol. Histórias como o famoso gol da Rua Javari, em 1959, pelo Santos contra o Juventus, reforçam a aura de um jogador que se tornou uma lenda mesmo para quem não teve a oportunidade de vê-lo jogar ao vivo.
Messi teve uma trajetória acompanhada em tempo real por milhões de torcedores. Cada drible, passe e gol foi registrado, analisado e revisto ao longo dos anos, construindo uma relação diferente com o público.
No fim, a comparação entre Pelé e Messi continua sem uma resposta definitiva. O Rei deixou um legado que atravessou gerações e transformou o futebol em um fenômeno mundial, enquanto o argentino construiu uma história marcada por títulos, regularidade e longevidade.
Enquete: Quem é maior, Pelé ou Messi?
O post Pelé x Messi: quem fez o maior feito, campeão do mundo aos 17 ou brilhando aos 39? apareceu primeiro em Diário do Pará.






