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PC investiga suspeita de crimes de homofobia e discriminação em Belém

Nesta quarta-feira (05/08), Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Anteparo, que investiga a suspeita da prática de crimes de ameaça e discriminação contra integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Federal do Pará (UFPA). A ação foi realizada no bairro da Pedreira, em Belém, após denúncias encaminhadas pela instituição sobre possíveis ataques direcionados a estudantes LGBTQIAPN+, indígenas, quilombolas e pessoas negras.

De acordo com a investigação, um estudante de pós-graduação da universidade teria realizado publicações e manifestações com conteúdo considerado discriminatório. Após reunir informações e identificar o endereço do suspeito, a Polícia Civil obteve autorização judicial e cumpriu um mandado de busca e apreensão no imóvel.

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Segundo as autoridades, durante a operação, os agentes não encontraram armas ou outros materiais bélicos na residência, mas recolheram equipamentos eletrônicos que podem ajudar a esclarecer os fatos. Ainda de acordo com as autoridades, foram apreendidos um celular e um computador, que serão submetidos a exames periciais.

Em entrevista exclusiva ao Bora Cidade, o delegado responsável pela investigação explicou que o material apreendido será fundamental para a análise do caso. Segundo ele, os dispositivos passarão por uma extração técnica de dados, seguindo os procedimentos necessários para garantir a preservação das informações e da cadeia de custódia.

“Esse material vai passar por uma extração de conteúdo e por uma análise para que possa nos auxiliar a entender o que realmente aconteceu. A partir dessas informações, vamos conseguir compreender toda a dinâmica dos fatos”, explicou o delegado.

Ainda durante a entrevista, o policial destacou que casos de discriminação cometidos pela internet possuem uma classificação mais grave na legislação. Segundo ele, quando as ofensas ou ataques são praticados por meio de redes sociais ou outros ambientes virtuais, a conduta pode ser enquadrada como uma forma qualificada do crime de discriminação, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão.

Os equipamentos apreendidos foram encaminhados para a Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos, onde serão analisados pela perícia. O conteúdo encontrado poderá contribuir para confirmar a autoria dos crimes investigados e apontar se outras pessoas participaram das ações.

A Polícia Civil também apura publicações feitas nas redes sociais que indicariam possíveis ataques contra estudantes negros, indígenas, quilombolas e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+ da UFPA. A investigação busca esclarecer a extensão das ações e se houve atuação de outros envolvidos.

Assista a entrevista do Bora Cidade: 



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