Diante da vergonhosa campanha do time, que levou o Paysandu ao rebaixamento para a Série C de 2026, com três rodadas de antecipação para o final da Série B do Brasileiro, o futebol bicolor deverá sofrer uma “vassourada”. Com exceção, imagina-se, de dois a três jogadores, os demais não terão seus contratos renovados. Mas não são apenas os atletas que ganharão o olho da rua. A comissão técnica, que tem à frente o treinador Márcio Fernandes, também será dispensada. O executivo de futebol Carlos Frontini e o seu “braço direito” Kauã Azevedo, analista de desempenho, também terão de procurar um novo emprego.
Frontini foi responsável por dez contratações, feitas durante a “janela” de transferência do Mundial de Clubes. Destes atletas, apenas o zagueiro Thalisson e os atacantes Maurício Garcez e Diogo Oliveira, até certo tempo, conseguiram justificar as suas vindas para a Curuzu. Os demais foram um verdadeiro fiasco, não apresentando o mínimo de qualidade para vestir a camisa do clube. Após a derrota diante do Atlético-GO, que sacramentou a queda do Papão à Terceirona do ano que vem, o funcionário bicolor informou que pretende cumprir o seu contrato até o final.
“O meu contrato é até o final da Série B”, informou o executivo. Ele chegou à Curuzu como substituto de Felipe Albuquerque, outro responsável pela montagem de um dos piores elencos já formados na história do clube. ”É isso que eu tenho apalavrado e assinado com o clube. E é assim que eu vou terminar, de uma forma digna, independente da situação que o clube se encontre. Vou até o final. Tentar fazer o melhor dentro das possibilidades. A gente precisa terminar de uma forma digna e uma forma digna é dar o nosso melhor”, afirmou o executivo. Aliás, Frontini caiu no choro após a derrota em Goiânia.
Impacto da reformulação no Paysandu
O analista de desempenho Kauã Azevedo, que chegou a afirmar, em conversa informal com este repórter, que estava fazendo, junto com os demais integrantes da comissão técnica, “um grande trabalho” no Paysandu, também não terá o seu vínculo com o clube estendido para 2026. As mudanças na Curuzu já tinham sido iniciadas antes mesmo do jogo na capital de Goiás, com o afastamento de alguns jogadores, que não deram certo, casos, por exemplo, do atacante Rossi, que chegou ao clube pela porta da frente e está deixando a Curuzu pela porta dos fundos, com o péssimo índice de aproveitamento, tendo passado mais tempo no Departamento de Saúde, lesionado, que em campo.
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