O Paysandu começou 2026 empilhando motivos para o torcedor acreditar. Conquistou títulos, entrou na Série C cercado de expectativas e alimentou o sonho de voltar à Segunda Divisão. Só que o roteiro mudou, e o que parecia uma temporada promissora virou um pesadelo bicolor.
A queda de rendimento a partir da sétima rodada acendeu o alerta. O time perdeu o rumo, acumulou erros e passou a tropeçar nos próprios problemas. Dentro de campo, o Papão parecia um vagão desgovernado ladeira abaixo, sem conseguir frear uma campanha que se deteriorava a cada rodada, até mesmo em seus domínios onde até então os trilhos pareciam estar calibrados.
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No quadrangular decisivo, ainda houve espaço para a esperança, mas faltou futebol para sustentá-la. A sensação de ter flertado com o acesso na rodada final, acabou sendo a síntese genuína do Bicola no campeonato: uma ilusão já que da metade para o fim o Paysandu não fez por merecer a vaga na Série B em momento algum, ao encerrar o quadrangular, na lanterna do grupo.
Veja mensagem de agradecimento do clube ao torcedor:
Nesse sentido, após uma análise editorial baseada em resultados e avaliações publicadas durante a temporada de 2026, confira os 7 pecados capitais do time na Série C.
Pecados Capitais do Lobo
- Soberba – confiar demais no próprio potencial
O Paysandu começou a competição com condições de brigar pelo acesso, mas não conseguiu sustentar o rendimento. A queda de desempenho a partir da sétima rodada expôs a dificuldade de transformar o potencial do elenco em resultados consistentes, especialmente em jogos como mandante. - Ira — a defesa que não se corrigiu
O sistema defensivo foi um dos principais problemas. Em análise publicada em julho, o Paysandu havia sofrido 21 gols em 15 jogos. Erros individuais, rebotes e dificuldades para neutralizar cruzamentos ajudaram a explicar a vulnerabilidade. O afastamento e o retorno do zagueiro Castro, por indisciplina, deixa isso bem claro - Gula — desperdiçar oportunidades
Contra a Inter de Limeira, em setembro, o Papão finalizou 22 vezes, teve 60% de posse de bola e perdeu por 2 a 0. Ítalo ainda desperdiçou um pênalti. O jogo simbolizou a distância entre produzir chances e convertê-las em gols. - Avareza — lacunas no elenco
O próprio executivo de futebol Marcelo Sant’Ana reconheceu que o clube não conseguiu contratar todas as peças desejadas. Entre as lacunas citadas estavam um volante com maior imposição física e mais um atacante. A limitação de opções reduziu as alternativas da comissão técnica, ficando claro a ausência técnica nos momentos decisivos. - Preguiça — ou falta de resposta tática
Mais do que falta de esforço dos jogadores, o ponto a investigar é a incapacidade de corrigir problemas recorrentes. A mudança para um esquema com três zagueiros contra a Ferroviária não resolveu a vulnerabilidade defensiva e ainda prejudicou a produção ofensiva. Exemplo fiel foi o lance de Nico que poderia culminar com o sonhado acesso, mas a pressão pela resposta tática passou longe assim como a finalização do atacante. - Inveja — procurar fora as respostas que faltavam dentro
A troca de treinador e as mudanças de esquema ao longo da Série C levantam uma provocação: o Paysandu conseguiu construir uma identidade própria ou passou a buscar soluções emergenciais diante das dificuldades? Em vez de encontrar um caminho consistente, o time parecia procurar respostas a cada novo tropeço. A inveja, aqui, entra como metáfora editorial para a dificuldade de confiar nas próprias ideias e construir um modelo de jogo eficiente. Quando chegou a hora decisiva, faltou identidade, sobraram dúvidas e o Papão não conseguiu transformar as mudanças em resultados. - Luxúria — apego à esperança sem resultados
A troca de treinador e a expectativa de reação mantiveram viva a esperança de acesso, mas os resultados não acompanharam. O time chegou às rodadas finais do quadrangular sem vencer nas quatro primeiras partidas, situação que deixou a classificação extremamente difícil.
Relembre os melhores ou piores momentos do jogo:
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