A história reservou para o Mangueirão uma daquelas noites que entram para a memória da torcida bicolor. Depois de chegar ao jogo de volta precisando reverter a derrota por 3 a 1 sofrida em Goiás, o Paysandu transformou pressão em combustível, dominou o segundo tempo da decisão e construiu uma goleada inesquecível sobre o Anápolis. Com a vitória por 4 a 0, o Papão não apenas virou o confronto, como garantiu mais um capítulo glorioso em sua trajetória na Copa Verde e conquistou o terceiro título da temporada 2026.
Antes da conquista regional, o clube alviceleste já havia levantado as taças do Campeonato Paraense e da Copa Norte. Foi justamente o título da competição nortista que garantiu ao Paysandu a vaga na Copa Verde, torneio que reuniu os campeões das regiões Norte e Centro-Oeste. Após terminar a primeira etapa vencendo por 1 a 0, resultado ainda insuficiente para assumir a vantagem no placar agregado, o time paraense voltou do intervalo disposto a acelerar o ritmo e buscar o título diante de sua torcida. A reação foi construída com gols de Castro e Ítalo, duas vezes, selando uma virada histórica e mais uma noite de festa para a Fiel Bicolor.
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PAPÃO COMEÇA PRESSIONANDO
Precisando vencer por pelo menos dois gols para levar a disputa aos pênaltis, o Paysandu adotou uma postura ofensiva desde o apito inicial. Logo nos primeiros segundos, Thayllon obrigou o goleiro Ravel a fazer boa defesa, enquanto Marcinho desperdiçou uma sobra na entrada da área ao finalizar por cima.
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O time bicolor manteve a pressão e voltou a assustar aos três minutos, quando Edilson cruzou pela direita e Thayllon tentou uma bicicleta, mandando a bola para fora. Apesar da iniciativa do Papão, o Anápolis conseguiu equilibrar as ações com o passar do tempo. Fernando Viana levou perigo em finalização de fora da área e voltou a aparecer em cabeçada que passou por cima da meta defendida por Gabriel Mesquita.
MUDANÇA FORÇADA NO PAYSANDU
O momento de maior preocupação para os donos da casa ocorreu aos 24 minutos. O zagueiro Quintana sentiu a panturrilha e não conseguiu permanecer em campo. Bruno Bispo foi acionado para a substituição ainda na primeira etapa.
Enquanto o Paysandu tentava encontrar espaços, o Anápolis aproveitava os contra-ataques. A melhor oportunidade dos visitantes surgiu aos 29 minutos, quando Matheus Lagoa encontrou Gustavo Henrique livre dentro da área. O atacante finalizou, mas Gabriel Mesquita fez importante defesa para evitar o gol do Galo.
KLEITON PEGO ACERTA UM FOGUETE E COLOCA FOGO NA FINAL
Depois de insistir durante boa parte do primeiro tempo, o Paysandu encontrou o caminho das redes aos 40 minutos. Kleiton Pego recebeu passe de Marcinho, dominou com liberdade e arriscou de muito longe. A finalização saiu precisa, sem chances para Ravel, explodindo o Mangueirão em festa.
O golaço diminuiu a diferença no confronto agregado para 3 a 2 e renovou as esperanças bicolores na busca pela virada histórica.
TRAVE IMPEDE O SEGUNDO GOL ANTES DO INTERVALO
Animado após abrir o placar, o Paysandu quase chegou ao segundo gol ainda antes do intervalo. Aos 44 minutos, Juninho dominou um cruzamento de Edilson no peito e acertou um belo chute na trave. No rebote, Castro finalizou e Ravel fez a defesa, mas a arbitragem assinalou falta de ataque na sequência da jogada.
Nos acréscimos, o jogo ganhou tons mais tensos. Gustavo Henrique recebeu cartão amarelo após cometer falta e chutar a bola para longe. Pouco depois, Bonifazi tentou uma finalização acrobática na entrada da área, gerando reclamações dos jogadores do Anápolis por uma possível jogada perigosa.
Ao fim dos primeiros 49 minutos, o Paysandu saiu de campo com a vitória parcial por 1 a 0 graças ao golaço de Kleiton Pego. No entanto, o resultado ainda favorece o Anápolis, que segue à frente no placar agregado por 3 a 2. Para levar a decisão da Copa Verde aos pênaltis, o Papão precisa marcar mais um gol no segundo tempo.
CASTRO EMPATA A DECISÃO E INDENDEIA O MANGUEIRÃO
O Paysandu começou o segundo tempo pressionando. Logo no primeiro minuto, Mila recebeu cartão amarelo ao parar Thayllon com falta. A equipe bicolor manteve a presença ofensiva e acumulou escanteios até encontrar o caminho do gol.
Aos seis minutos, a insistência foi recompensada. Marcinho levantou a bola na área com precisão, Thayllon desviou de leve e Castro apareceu na pequena área para completar para as redes. O gol fez explodir o Mangueirão e colocou o placar em 2 a 0, resultado que igualava a disputa em 3 a 3 no agregado. O lance ainda passou por revisão do VAR, mas a arbitragem confirmou a legalidade da jogada, aumentando a confiança da equipe bicolor.
PRESSÃO PARAENSE E RESPOSTA DO ANÁPOLIS
Mesmo com o empate no confronto, o Paysandu não diminuiu a intensidade. A equipe seguiu ocupando o campo ofensivo e tentando encontrar o gol que lhe daria a vantagem. O Anápolis, por sua vez, tentou reagir. Fernando Viana desviou uma cobrança de falta e quase complicou Gabriel Mesquita, enquanto Fernandinho, que entrou no decorrer da partida, levou perigo em finalização cruzada pelo lado esquerdo.
A melhor oportunidade dos visitantes aconteceu aos 37 minutos. Após cobrança de falta na área, Igor Souza desviou a bola e obrigou Gabriel Mesquita a realizar uma defesa decisiva, evitando um gol que recolocaria os goianos em vantagem na decisão.
MUDANÇAS DE CLAUDINEI FAZEM A DIFERENÇA
Percebendo a necessidade de renovar o fôlego ofensivo, a comissão técnica do Paysandu promoveu alterações importantes. Brian Macapá, Thalyson e Ítalo foram lançados ao gramado para aumentar a pressão sobre a defesa adversária.
As mudanças surtiram efeito imediato. O time passou a criar mais espaços e chegou perto do terceiro gol em cabeçada de Kleiton Pego, defendida por Ravel. Pouco depois, o próprio Kleiton escapou em velocidade e exigiu outra grande intervenção do goleiro do Anápolis.
ÍTALO SAI DO BANCO E DECIDE O TÍTULO
Quando a decisão caminhava para os minutos finais, surgiu o nome do herói da noite. Aos 45 minutos, Kleiton Pego recebeu pela esquerda e cruzou para a área. Ítalo brigou pela bola com Rafael Costa e viu a redonda morrer no fundo das redes. O gol colocou o Paysandu à frente no placar agregado pela primeira vez na final e levou a torcida ao delírio.
Com o Anápolis lançado ao ataque em busca de uma reação desesperada, o Papão encontrou ainda mais espaço nos acréscimos. Já aos 49 minutos, Marcinho recebeu lançamento em velocidade e encontrou Ítalo livre. O atacante apenas empurrou para o gol vazio, fechando a goleada por 4 a 0 e transformando a festa em celebração definitiva. Na comemoração, o camisa 9 tirou a camisa e acabou advertido com cartão amarelo, mas pouco importava naquele momento.
FESTA BICOLOR E MAIS UMA TAÇA NA COLEÇÃO
O apito final confirmou uma virada histórica. Depois de perder o primeiro confronto por 3 a 1, o Paysandu mostrou força diante de sua torcida, dominou a etapa final da decisão e construiu uma goleada suficiente para reverter a desvantagem.
Com a vitória por 4 a 0 sobre o Anápolis, o Papão conquistou o hexacampeonato da Copa Verde e reforçou sua condição de maior campeão da competição, encerrando a noite no Mangueirão em clima de festa, emoção e consagração.







