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Paysandu: elenco sofreu desvalorização de 41% em 2 anos

À primeira vista, os números parecem frios, quase distantes. Mas, para quem acompanha a rotina do Paysandu, eles representam uma possível explicação para o vexame proporcionado pelo Papão e acendem ainda mais o alerta para os próximos anos na Curuzu. Em apenas dois anos, o valor de mercado do elenco bicolor sofreu uma queda acentuada, revelando um momento de instabilidade esportiva e financeira que preocupa torcedores e dirigentes.

Entre 2024 e 2025, a desvalorização chegou a 41%, refletindo tanto o desempenho esportivo quanto o cenário de mercado do futebol brasileiro. Em 2024, segundo dados levantados pelo DOL da plataforma especializada em mercado do esporte Transfermarkt, o elenco do Paysandu era avaliado em 13,8 milhões de euros, o que correspondia a aproximadamente 85,8 milhões de reais. Já em 2025, esse valor despencou para 8,10 milhões de euros, ou cerca de 50,3 milhões de reais.

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Essa redução brusca pode ser uma das inúmeras explicações para uma campanha desastrosa do Paysandu em 2025. Uma temporada em que o clube conseguiu ter mais empates e derrotas do que vitórias, acabou tendo como resultado um rebaixamento melancólico para a Série C, como sendo a pior equipe da Segundona, onde somou míseros 28 pontos em 38 rodadas.

No ano de 2024, quando o Paysandu conseguiu escapar do rebaixamento nas últimas, o clube contava com um elenco dentro dos padrões usuais de uma competição do porte que é a Série B e, mesmo assim, conviveu constantemente com o fantasma do descenso. Porém, diante dos graves problemas financeiros que começaram a explodir ao final daquela temporada, o bicolor paraense precisou se desfazer de quase todo aquele plantel, sendo obrigado a montar uma outra equipe para 2025.

Declínio dentro e fora de campo

A queda não é apenas numérica: ela representa perda de ativos, diminuição de poder de barganha em negociações e redução da competitividade em um cenário nacional cada vez mais exigente, tornando o Paysandu uma equipe que não conseguiu ao menos competir em 2025. Para um clube tradicional, que tem na força da torcida um patrimônio imensurável, a oscilação no valor de mercado expõe dificuldades na manutenção de atletas, renovação de elenco e investimentos de longo prazo.

Mas o que se via desde o início e que acabou se concretizando ao final da temporada é que, se em 2024 o time teve problemas, mas conseguiu se manter, em 2025, com um elenco pior e desvalorizado, a tendência era de que os resultados fossem decepcionantes. Situação complicada que se acentuou ainda mais com o agravamento da situação financeira do clube e o impedimento de contratar jogadores por quase 3 meses, devido a uma dívida na FIFA.

Projeção após o rebaixamento

Logo, com uma desvalorização de quase 50% no plantel em menos de 2 anos, o resultado final não poderia ser diferente. Terminar o ano de forma melancólica e tendo montado um dos piores times da gloriosa história de um dos clubes mais importantes do Brasil. E para 2026, com um orçamento ainda mais enxuto, torcida não consegue vislumbrar dias melhores aos arredores da Curuzu.

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