A eleição do Paysandu desta terça-feira (3) vai definir mais do que a composição da Diretoria Executiva para os próximos dois anos. Com a chapa de Márcio Tuma como única concorrente à presidência, a escolha dos integrantes do Conselho Deliberativo (Condel) e do Conselho Fiscal ganha destaque na formação da estrutura política que acompanhará a administração bicolor.
A votação será realizada das 16h às 21h, na Sede Social, na Avenida Nazaré, em Belém. Os associados escolherão 25 conselheiros titulares e 25 suplentes para o Condel, além de cinco integrantes titulares e três suplentes para o Conselho Fiscal. Os eleitos terão mandato no biênio 2027-2028.
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Embora tenham funções diferentes, os dois órgãos ocupam posições importantes no funcionamento institucional do Paysandu. Enquanto o Condel participa de deliberações e acompanha decisões da administração, o Conselho Fiscal atua na análise e fiscalização das contas. Na prática, são estruturas que ajudam a estabelecer mecanismos de controle sobre a gestão executiva.
Condel: participação nas decisões do clube
O Conselho Deliberativo é uma das principais instâncias políticas do Paysandu. Em uma comparação didática, pode ser entendido como uma espécie de Poder Legislativo do clube: não administra o futebol no dia a dia, mas participa de decisões institucionais e exerce atribuições de fiscalização previstas no Estatuto Social.
Entre as responsabilidades estão a análise das contas da Diretoria Executiva, a apreciação do orçamento e a deliberação sobre operações patrimoniais que dependem de autorização do conselho. Também pode convocar dirigentes para prestar esclarecimentos e atuar em procedimentos relacionados a possíveis irregularidades na gestão.
Isso significa que o Condel tem influência sobre decisões que ultrapassam o planejamento esportivo. Questões administrativas e financeiras podem passar pelo órgão, conforme as regras estatutárias e a natureza de cada operação.
Conselho Fiscal: os olhos sobre as contas
O Conselho Fiscal tem uma função específica: acompanhar a situação financeira e contábil do Paysandu. Cabe aos integrantes examinar documentos, verificar demonstrativos e analisar a movimentação financeira, produzindo pareceres sobre as contas do clube.
Esse trabalho oferece subsídios para que os órgãos responsáveis avaliem a administração. O Conselho Fiscal não substitui o Condel nem conduz a gestão, mas exerce uma função de controle que contribui para a transparência e para a fiscalização dos recursos.
A diferença entre os dois órgãos é importante: o Conselho Fiscal examina e emite pareceres sobre a situação financeira, enquanto o Condel tem atribuições deliberativas, inclusive na apreciação das contas e do orçamento, conforme o Estatuto.
O peso político da eleição
A escolha dos conselheiros ganha relevância em um momento no qual Márcio Tuma tenta permanecer na presidência por mais dois anos. A chapa “Papão da Curuzu” é a única inscrita para a Diretoria Executiva, mas precisa receber 50% mais um dos votos válidos para ser eleita.
Com isso, a composição dos conselhos será um dos principais resultados políticos do pleito. Os associados não escolhem apenas quem estará à frente da administração: também definem quem terá a responsabilidade de acompanhar as decisões, fiscalizar as contas e participar das deliberações institucionais durante o próximo mandato.
A eleição também teve questionamentos na Justiça, relacionados à composição da chapa inscrita. O Tribunal de Justiça do Pará negou o pedido urgente para suspender o pleito, que está mantido para esta terça-feira (3). A decisão, no entanto, não encerrou a discussão sobre as alegações, que ainda podem ser analisadas no andamento do processo.
Ao fim da votação, o Paysandu terá definida a estrutura que acompanhará o próximo ciclo administrativo. A continuidade da Executiva, caso confirmada nas urnas, dividirá espaço com uma nova composição dos conselhos, órgãos que terão papel importante no equilíbrio institucional do clube até dezembro de 2028.




