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Panagiotis está 100% confiante no acesso do Leão

O jogador grego tem uma fé inabalável na conquista do objetivo – Foto: Samara Miranda/Remo

Clube do Remo e Goiás-GO se enfrentam neste domingo, dia 23, às 16h30, no Mangueirão, pela última rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Será a despedida de 20 clubes da temporada 2025. Alguns já sabem que darão um passo atrás, tendo que disputar a Terceirona no ano que vem; outros estarão na Segundona mais uma vez, e um seleto grupo de cinco times luta pelas três vagas ainda abertas para a Série A do ano que vem. O Coritiba-PR já garantiu uma vaga, e o Athletico-PR está praticamente garantido, o que deixa duas vagas para Leão Azul e Esmeraldino, além de Criciúma-SC e Chapecoense-SC. Todos esses jogos serão no mesmo dia e horário.

Para o time azulino, o acesso seria a coroação de uma temporada surpreendente e que, em alguns momentos, deu sinais de que tudo daria errado. Independente de subir de divisão, 2025 já é superavitário. É justamente esse desempenho bem acima do esperado que é lembrado pelo meia grego, Panagiotis Tachtsidis, a contratação mais sui generis do clube na montagem do elenco.

O jogador de 34 anos surpreendeu quando foi anunciado. Com passagens por alguns grandes clubes europeus e tendo integrado o elenco da Grécia na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ele aos poucos foi se adaptando, ganhou espaço e passou a ser titular. Domingo ele deve estar na equipe principal para também encerrar sua primeira experiência no continente americano. Ele sabe que a missão azulina não é fácil, mas lembra que no futebol tudo pode acontecer, e ele mesmo já dependeu de outros times em sua carreira.

Ansiedade pela decisão

“Minha confiança é de 100%. Eu acredito que, em um jogo, você pode mudar a vida de muitas pessoas. Se você me perguntar, para os fãs, eles esperam muito por esse jogo. Imagine a nossa equipe, nossos jogadores, como eles esperam por esse jogo. Todo mundo está louco por esse jogo. Eles se preparam, então nós vamos ganhar o jogo e vamos para a primeira divisão”.

Novorizontino e Avaí

“De início, eu posso te contar sobre o primeiro jogo. Foi muito difícil jogar naquele campo. Nós tentamos muito, mas, quando você encontra um gramado assim, é mais fácil defender do que atacar. Para destruir foi mais fácil, mas para criar foi muito difícil. Pelo menos nós pegamos um ponto, e foi muito bom. No último jogo, eu acho que tudo ia perfeito, tudo ia bem, até que nós sofremos a penalidade. Depois, todos os jogadores caíram um pouco, porque o Avaí-SC não passou pelo meio do campo; nós pressionamos eles, criamos chances para chegar ao gol, depois perdemos um pouco o nosso controle e isso aconteceu. É assim que acontece o futebol”.

Nervosismo no final?

“É normal, porque alguns jogadores que não jogaram jogos assim antes não têm experiência de controlar as mãos, o emocional. Eu não sei como eles se preparam, todos devem ser profissionais para se preparar para esses jogos, essa história, essa competição, para pegar o melhor de cada um. Eu vejo jogadores que querem lutar, estou orgulhoso disso. Na semana passada, todo mundo se sentiu mal, todos os jogadores, os fãs. Nós perdemos uma situação que estava em nossas mãos, e agora não está mais. Mas todos acreditam no acesso, porque somos uma família, nós podemos ganhar e nos promover para a primeira divisão”.

Depender dos outros

“Isso aconteceu comigo antes, eu estava nessa situação. Nós estávamos esperando, na Itália, um time perder para irmos para a Europa League. É diferente, pois você não depende de você, mas tem que fazer o seu trabalho, ganhar e depois esperar para ver o que vai acontecer. Porque é uma situação ruim para nós depender também dos outros dois resultados. Futebol você nunca sabe, então nós acreditamos que estamos bem. Nós trabalhamos duro esta semana para pegar três pontos contra o Goiás e, no final da partida, nós veremos o que vai acontecer”.

Orgulho do elenco

“É verdade que os jogadores mais experientes falam no vestiário, eles tentam ajudar as pessoas a serem mais calmas, mais focadas. Mas o futebol não é um jogo individual. Eles não jogam um contra o outro, eles jogam 11 contra 11. Tem muitas coisas que acontecem, tem muitas coisas que podem acontecer no campo. Mas o que eu posso dizer é que estou surpreso, porque eu vejo muitos bons jogadores no vestiário, bons amigos, família, muito fortes. E é algo que, no final, Deus te dá muito. Porque, quando você está forte assim, os resultados vêm no final. Então, eu estou orgulhoso e feliz com isso”.

Experiência nova

“Tem sido uma experiência muito boa para mim. Quando eu cheguei aqui no Brasil, eu acreditava que o Remo iria para a primeira divisão, e por isso vim aqui. Vi algo que me fez acreditar que poderíamos ir para a primeira divisão, e por isso aceitei vir. O pior momento foi quando eu comecei a pegar ritmo e tive uma lesão, então tive que recomeçar até reconquistar espaço. Depois o time passou por um momento ruim e tudo ficou mais difícil. Mas digo que, no futebol, você nunca sabe o que acontece. Eu vejo jogos, conquistas que vêm na última rodada, nos últimos minutos. Então eu acredito que dá para ir à primeira divisão e fazer história para todos os fãs, para todas as pessoas que estão aqui.

Para mim, se você me perguntar pessoalmente, talvez isso possa ser a conquista mais feliz da minha carreira, se vier o acesso. Porque é algo que ninguém esperava, ninguém acreditava no começo. Se eu dissesse a você, no começo do ano, que o Remo ia lutar pelo acesso, o que você diria? Exatamente: você riria, diria que é loucura. Mas é normal, no final, você estar a um passo. Então todo mundo espera mais e mais. Vamos ficar todos juntos para acreditar nisso, e eu tenho certeza de que vai acontecer. Porque Deus nos deu muitos sinais neste ano e Ele vai nos ajudar a ir para a primeira divisão”.

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