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Oscilação e caso do ‘zagueiro do presidente’ derrubam Rocha no Paysandu

Oscilação e desgaste nos bastidores derrubaram Júnior Rocha

Júnior Rocha deixou o Paysandu em um momento de pressão que foi além dos resultados. O principal fator foi a oscilação preocupante do time na reta final da primeira fase da Série C. O Papão chegou a ter uma classificação encaminhada, mas perdeu força nas rodadas decisivas, terminou apenas na sétima colocação e quase deixou escapar uma vaga que parecia bem encaminhada. O treinador deixa o clube com três títulos conquistados na temporada: Parazão, Copa Norte e Copa Verde. Foram 43 jogos, 24 vitórias, 5 empates e 14 derrotas.

O desempenho acendeu o alerta dentro do clube justamente na hora em que a equipe precisava mostrar estabilidade para entrar forte na fase decisiva. A sequência de atuações irregulares aumentou a cobrança sobre o treinador e colocou em dúvida a capacidade de Rocha de conduzir o time nas quatro rodadas que podem definir o acesso à Série B.

Desgaste nos bastidores

Mas havia outro componente no desgaste.

A postura do treinador no episódio envolvendo o zagueiro Castro também pesou contra ele. O jogador havia sido afastado duas vezes por questões disciplinares e, mesmo após a reintegração ao elenco, não voltou a ser utilizado por Rocha. O treinador manteve sua decisão de não contar com o defensor. Após a derrota para o Brusque na semana passada, ao ser interpelado por um repórter-torcedor, justificou que que o defensor não estava treinando na mesma intensidade dos demais. Resposta puramente técnica. Mas insuficiente para acalmar os fãs do zagueiro. E o mandatário, claro.

Ao manter o zagueiro fora dos planos mesmo depois da reintegração, Rocha acabou ampliando o desgaste com a direção justamente quando já enfrentava questionamentos pelo desempenho da equipe.

Combinação de fatores levou à saída

Assim, a queda do treinador foi resultado de uma combinação de fatores. A oscilação dentro de campo colocou o trabalho sob pressão; a classificação em sétimo lugar reforçou a sensação de que o time poderia ter feito mais; e o episódio envolvendo Castro aumentou a tensão nos bastidores.

Júnior Rocha ainda tinha apoio de boa parte do elenco, mas esse respaldo não foi suficiente para compensar o desgaste com a direção. Na avaliação do clube, era preciso mudar antes da fase decisiva da Série C.

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