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Oruam consegue habeas corpus e responde livre a ação penal

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu, por unanimidade, habeas corpus ao rapper Oruam nesta quarta-feira (23). Com isso, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno responde ao processo em liberdade e deixa de ser considerado foragido.

A decisão, portanto, afasta as restrições impostas ao músico durante a ação penal que o investiga por suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV). Oruam é réu ao lado do pai, Marcinho VP, e de outros nove investigados.

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O advogado de defesa, Thiago Lemos, comemorou o resultado e já anunciou o próximo passo.

“O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial”, afirmou.

Em janeiro de 2026, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia contra Oruam, Marcinho VP e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Dois meses depois, a Justiça aceitou a denúncia e tornou todos os onze réus. O MP havia pedido a prisão preventiva do rapper sob alegação de risco de fuga. No entanto, a câmara criminal rejeitou esse argumento ao conceder o habeas corpus.

Segundo a denúncia, o grupo operava um esquema estruturado para branquear recursos do tráfico de drogas em comunidades cariocas.

Ainda de acordo com o MP, Marcinho VP, mesmo preso há mais de 20 anos, mantém influência direta sobre o CV e coordena decisões financeiras da facção.

A gestão do dinheiro, conforme a acusação, ficaria a cargo de Márcia Nepomuceno, que receberia valores em espécie de traficantes e ocultaria o patrimônio em empresas, imóveis e fazendas.

Além disso, a denúncia cita como fornecedores de recursos Edgar Alves de Andrade, o Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão.

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Por fim, a defesa de Oruam sustenta que todas as provas da ação penal são ilícitas e aposta no trancamento do processo como desfecho final do caso.

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