O Instituto Leo Moura, liderado pelo ex-jogador do Flamengo, está no centro de um escândalo de desvio de verbas públicas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do Metrópoles.
Um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou irregularidades pesadas na execução de emendas parlamentares, incluindo o uso de empresas fantasmas e superfaturamento de até 70%.
A “campeã” do orçamento secreto
Durante o governo de Jair Bolsonaro (entre 2020 e 2022), a ONG de Leo Moura foi a entidade que mais recebeu verbas da Secretaria de Esporte. Ao todo, foram firmados 22 contratos que somam mais de R$ 69 milhões dp “orçamento secreto”.
Essa única ONG ficou com 14% de todo o repasse para o esporte no país inteiro. Os projetos deveriam instalar escolinhas de futebol no Amapá e no Rio de Janeiro.
Empresas de papel
A auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu que a ONG apresentava orçamentos de empresas que sequer existiam.
Nos endereços indicados foram achadas salas vazias com letreiros de institutos de estética, o setor de Recursos Humanos de um hospital de cardiologia e empresas de ramos diferentes que já tinham fechado as portas anos antes.
Representantes dessas empresas afirmaram que nunca enviaram propostas de preços para o instituto. Com esses orçamentos falsos em mãos, a ONG contratava produtos com preços inflados e muitos desses materiais nunca foram entregues.
Escolinhas fantasmas
Em vistorias da CGU no Rio de Janeiro e no Amapá, os fiscais notaram que o estoque de material esportivo era muito menor do que o que constava nas notas fiscais.
Em 37% dos locais visitados, a escolinha de futebol não funcionava onde deveria. A ONG não tinha sequer o registro das crianças atendidas, o que impossibilita provar que o projeto realmente existiu.
O que acontece agora?
Até o momento, o Ministério do Esporte já reprovou as contas de 11 dos 22 convênios da ONG. O prejuízo já identificado para os cofres públicos passa de R$ 3 milhões, valor que está sendo cobrado em tomadas de contas especiais no TCU.
O tribunal deu um prazo de 180 dias para que o Ministério do Esporte termine de analisar todos os contratos pendentes e identifique os responsáveis pelo rombo.
Com informações do Metrópoles
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