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Mulher acusada de matar ex-marido é julgada nesta terça-feira (28)

O julgamento de Suelen Kelly Vasconcelos, acusada de matar o ex-companheiro, o guarda municipal Ivanhoé de Souza, ocorre nesta terça-feira (28), no Fórum Criminal de Belém. O caso foi um dos destaques do programa Bora Cidade de hoje.

O repórter Paulo Cidadão conversou com o advogado de defesa de Suelen, que detalhou a versão apresentada no Tribunal do Júri. Segundo a defesa, a acusada viveu um relacionamento marcado por violência doméstica durante cerca de oito anos. “Foram oito anos de todos os tipos de violência doméstica que uma mulher pode sofrer. Violência patrimonial, violência física, violência psicológica, violência moral, violência familiar, violência sexual. Tudo isso foi comprovado”, afirmou o advogado.

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O advogado também destacou que há provas no processo que sustentariam os relatos. “Nós conseguimos com robustez demonstrar que Suelen, embora hoje acusada, foi vítima de um ciclo de violência que perdurou durante oito anos e que infelizmente só terminou com esse evento catastrófico, que nós lamentamos, que foi a morte do seu Ivanoé”, disse.

De acordo com ele, a acusada chegou a solicitar medidas protetivas em mais de uma ocasião, mas teria sido pressionada a desistir. “As medidas protetivas foram deferidas por mais de duas vezes. Mas como o ciclo de violência ele se reincidia, ele tinha esse condão de obrigá-la a desistir das medidas protetivas, de exigir que ela pedisse na justiça a retirada dessas medidas protetivas e de se impor como proprietário dela para continuar perpetuando o ciclo de violência ”, declarou.

Durante o julgamento, um dos pontos mencionados pela defesa foi o comportamento do ex-companheiro. “Ele chegou a atirar na porta enquanto ela estava trancada estudando. Era uma relação de posse, em que ele controlava tudo o que ela fazia”, acrescentou.

O crime ocorreu no dia 17 de janeiro de 2024. Segundo as investigações, Suelen efetuou vários disparos de arma de fogo contra Ivanhoé, que foi socorrido ao Hospital Metropolitano, mas não resistiu aos ferimentos. Após o caso, ela foi presa, permaneceu cerca de cinco meses detida e passou a responder ao processo em liberdade.

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A acusação, por sua vez, contesta a tese de legítima defesa. Familiares da vítima, que acompanham o julgamento, afirmam que não há provas que confirmem os episódios de violência relatados pela ré. Um dos pontos destacados é um laudo pericial que indica que os tiros que atingiram Ivanhoé foram efetuados pelas costas.

A assistência de acusação também questiona a ausência de registros formais de algumas das agressões mencionadas. Para os representantes da família, a versão apresentada pela defesa não se sustenta nos elementos do processo.

Assista a reportagem do Bora Cidade: 

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