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MP pede bloqueio de bens de Daniel Santos por desmatamento ilegal

Antes alvo de investigações por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, o ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos), agora também responde a uma ação na esfera ambiental. O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) pede à Justiça o bloqueio de R$ 7 milhões em bens e ativos financeiros do ex-gestor por supostos danos causados à floresta amazônica em Ipixuna do Pará, nordeste do estado.

Na ação, a Promotoria de Justiça de Ipixuna do Pará solicita o bloqueio de R$ 7 milhões em bens e ativos financeiros do ex-prefeito para garantir a reparação dos danos ambientais e o pagamento de futuras indenizações decorrentes do processo.

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Segundo a investigação, uma fazenda atribuída a Daniel Santos foi responsável pelo desmatamento de 749,52 hectares de floresta amazônica primária, área equivalente a cerca de 750 campos de futebol. De acordo com o MP, a supressão da vegetação ocorreu em área de reserva legal, sem observar as normas ambientais vigentes.

Durante fiscalizações realizadas por órgãos ambientais, os agentes identificaram diversos indícios da utilização de máquinas pesadas para remover a vegetação nativa. As infrações ambientais resultaram em multas que somam aproximadamente R$ 4,7 milhões.

MP aponta uso de “laranja ambiental”

De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Carlos Petrocilo, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o Ministério Público também sustenta que Daniel Santos teria utilizado um suposto “laranja ambiental” para tentar escapar das penalidades aplicadas pelos órgãos de fiscalização.

Conforme a ação, em agosto do ano passado a titularidade da fazenda foi transferida para o empresário Kleyton Oliveira de Abreu. Para o promotor de Justiça Igor Dantas, a mudança teria ocorrido com o objetivo de ocultar a verdadeira propriedade do imóvel rural e dificultar a responsabilização pelas infrações ambientais.

O caso tramita na Vara Única da Comarca de Ipixuna do Pará. No último dia 2 de junho, o juiz Francisco Waler Têgo Batista determinou a citação de Daniel Santos e concedeu prazo de dez dias para que o ex-prefeito apresente defesa e se manifeste sobre as acusações.

Outras investigações

Esta não é a primeira vez que Daniel Santos é alvo de investigações do Ministério Público.

Em março deste ano, o ex-prefeito passou a ser investigado pela compra de uma mansão de luxo avaliada em cerca de R$ 4 milhões, localizada no litoral do Ceará. Segundo a apuração, parcelas do imóvel teriam sido pagas por empresas e pessoas ligadas a contratos firmados com a Prefeitura de Ananindeua durante sua gestão.

Além desse caso, Daniel Santos também é investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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