Morreu nesta segunda-feira (5), aos 59 anos, o técnico e ex-jogador Carlos Alberto Dias, que teve uma carreira de destaque no futebol brasileiro, com passagens por clubes como Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, além de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira. O treinador também comandou o Castanhal, no Pará.
Carlos Alberto estava à frente do Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe, na preparação da equipe para o Campeonato Pernambucano 2026/2027. A morte foi confirmada pelo clube.
Segundo o Ypiranga, o treinador começou a apresentar sintomas no sábado (3), quando teve fadiga, febre, vômitos e diarreia. Ele foi medicado, mas voltou a passar mal no domingo (4) e procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Cruz do Capibaribe.
Após receber atendimento e apresentar melhora, Carlos Alberto foi liberado. No entanto, por volta das 22h do mesmo dia, voltou a sentir-se mal, desta vez com dores no peito.
O treinador retornou à unidade de saúde e, após nova avaliação, foi encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para passar por avaliação cardiológica. Ele não resistiu. A causa da morte não foi divulgada oficialmente.
O Ypiranga informou que acompanhou o treinador durante o atendimento e prestou assistência à família.
Histórico de problemas cardíacos
Carlos Alberto Dias já tinha um histórico recente de problemas cardíacos. Em janeiro deste ano, ele deixou o comando do Humaitá, do Acre, poucos dias depois do início da pré-temporada por questões de saúde.
Na ocasião, o presidente do clube, Igor Cotta, informou que o treinador havia passado por um procedimento para a colocação de um stent no coração e precisava permanecer em repouso.
Durante a preparação do time acreano, Carlos Alberto chegou a passar mal e, após avaliação médica, foi liberado pelo clube para retornar ao Rio de Janeiro e dar continuidade aos cuidados com a saúde.
Ídolo do Botafogo e jogador da Seleção
Antes de seguir carreira como treinador, Carlos Alberto Dias construiu uma trajetória de destaque como meio-campista.
O ex-jogador defendeu os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Também passou por equipes como Grêmio, Paraná, Ceará e Coritiba.
No Botafogo, viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 1990, marcou o gol que garantiu o título carioca ao clube. Dois anos depois, foi vice-campeão brasileiro pelo Alvinegro.
Carlos Alberto também teve passagem pela Seleção Brasileira. Em 1992, disputou dois amistosos com a equipe nacional.
Passagem pelo Castanhal
Depois de encerrar a carreira como jogador, Carlos Alberto Dias passou a trabalhar como treinador e construiu uma trajetória por diferentes clubes brasileiros.
No Pará, comandou o Castanhal, ampliando sua ligação com o futebol paraense. Ao longo da carreira como técnico, também passou por equipes como Gama, Frei Paulistano, Guaporé e Humaitá.
Preparação para o Pernambucano
Carlos Alberto havia sido anunciado pelo Ypiranga em julho deste ano para comandar a equipe no novo Campeonato Pernambucano. Em setembro, iniciou os trabalhos com o elenco e vinha preparando o time para a competição.
Em entrevista após assumir o clube, o treinador destacou a satisfação de trabalhar em Santa Cruz do Capibaribe e falou sobre o objetivo de recolocar o Ypiranga em competições nacionais.
Ele também defendia a utilização de jogadores formados nas categorias de base no elenco profissional.
A morte de Carlos Alberto Dias interrompe uma trajetória que passou por grandes clubes do futebol brasileiro, pela Seleção Brasileira e por diferentes equipes como treinador.
Fonte: GE
O post Morre Carlos Alberto Dias, ex-Botafogo, Seleção Brasileira e treinador do Castanhal apareceu primeiro em Diário do Pará.






