O Paysandu iniciou uma nova etapa no quadrangular da Série C sob o comando de Mazola Júnior. Apresentado oficialmente nesta terça-feira (15), o treinador elogiou o trabalho desenvolvido por Júnior Rocha, demitido após as duas derrotas nas primeiras rodadas da fase decisiva, mas deixou claro que pretende promover mudanças rapidamente para tentar recolocar o Papão na briga pelo acesso à Série B de 2027.
Mazola chegou a Belém na segunda-feira (14) e já comandou o primeiro treinamento com o elenco na Curuzu. Com apenas quatro partidas restantes no quadrangular, o treinador sabe que terá pouco tempo para adaptar a equipe às suas ideias e buscar uma reação imediata. Durante a apresentação, o novo comandante fez questão de separar o trabalho realizado por Júnior Rocha dos resultados recentes.
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Para Mazola, as duas derrotas no quadrangular não são suficientes para apagar o que foi construído pelo antecessor. “Os resultados assustam, mas eu vou herdar um trabalho muito bem feito”, afirmou. O treinador também destacou a trajetória de Júnior Rocha no clube e lembrou que ele deixou o Paysandu após conquistar títulos importantes. “Ele saiu daqui tricampeão. Só não teve o mesmo desempenho na Série C”, destacou.
Apesar do reconhecimento ao trabalho anterior, Mazola avisou que pretende implementar rapidamente sua própria filosofia. “Temos que aprender a separar trabalho bom de resultado bom. Pensamos o futebol diferente. O que eu vou tentar fazer é impor o meu pensamento de futebol o mais rápido possível, e quem melhor se adaptar a isso é quem vai participar dos jogos. Vamos arriscar tudo”, explicou.
Mazola também falou sobre o tamanho do desafio encontrado na Curuzu. Com duas derrotas nas duas primeiras rodadas do quadrangular, o Paysandu precisa reagir para continuar na disputa pelo acesso. “A luta do Paysandu para subir é um desafio que você vem com a faca no meio do dente, sem receio de olhar para trás. Nós vamos arriscar tudo”, declarou.
Mazola mais experiente
De volta ao Paysandu após duas temporadas no Ituano, Mazola também comentou sobre o reencontro com a pressão da torcida bicolor. O treinador reconheceu que a passagem anterior foi marcada por momentos de grande intensidade, mas afirmou que chega mais experiente para enfrentar o novo desafio. “O tempo é uma fábrica de monstros. Eu estou mais feio, mais velho”, declarou.
Agora, o discurso precisa rapidamente se transformar em resultado. O Paysandu encara a Inter de Limeira no próximo domingo (20), na Curuzu, pela terceira rodada do quadrangular. Aquela impulsividade não sumiu, mas o tempo vai te moldando com as situações. Eu estava com saudade de voltar a esse ambiente de time grande, essa pressão. O Mazola de hoje é muito mais rodado. Tenho certeza que terão menos assuntos que em 2014.” finalizou.


