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Manoel e Felipe Cordeiro levam show especial para a China

A cultura musical da Amazônia chegou à China com toda a força de seus ritmos. Em Xangai, a plateia dançou ao som de guitarrada, carimbó e lambada vindos do coração do Norte brasileiro, em uma apresentação especial.

O Festival Psica, maior festival de música da Amazônia, recebeu convite do Ministério da Cultura para selecionar artistas do Norte para uma missão cultural em território chinês. Assim, a dupla Manoel e Felipe Cordeiro foi escolhida para representar a região na Plataforma Música Brasil, iniciativa do MinC no âmbito do Ano Cultural Brasil–China.

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A apresentação ocorreu nesta segunda-feira (4), em Xangai, com programação estendida até a terça-feira. No palco, pai e filho entregaram um repertório voltado à dança, com conexão entre tradição e contemporaneidade amazônica.

O público, composto por chineses e visitantes de várias partes do mundo, respondeu com entusiasmo. Além disso, vídeos registraram a plateia em festa, com aplausos e a formação espontânea de um ‘trenzinho’ durante o show.

Guitarrada e carimbó cruzam idiomas e fronteiras

A música paraense ultrapassou barreiras linguísticas e conquistou o público em Xangai. Ritmos como guitarrada, lambada, brega e carimbó soaram pelo outro lado do mundo, e isso empolgou os artistas.

Felipe Cordeiro celebrou a recepção da plateia com entusiasmo.

“Estamos muito orgulhosos de levar a música popular brasileira feita na Amazônia para Xangai. É guitarrada, lambada, brega, carimbó, lá do outro lado do mundo. É muita onda!”, contou o guitarrista.

O curador Gerson Dias também destacou o significado da escolha da dupla.

“Trazer o Manoel e o Felipe foi uma forma de reverenciar os grandes mestres. Eles têm uma linguagem universal, mesmo sendo uma música feita na Amazônia”, conta o produtor que é uma das cabeças pensantes do Festival Psica.

Por isso, a seleção buscou unir identidade regional e apelo internacional.

Missão reúne mais de 120 profissionais da cultura brasileira

A comitiva oficial do Brasil na China conta com mais de 120 profissionais da cultura, o que demonstra a escala da iniciativa diplomática e artística.

Entre os participantes, estão artistas de diferentes regiões e estilos musicais, o que reforça a diversidade da produção cultural brasileira. A lista de nomes presentes na missão inclui:

  • Ivan Lins;
  • Adriana Calcanhotto;
  • Luedji Luna;
  • Hamilton de Holanda;
  • Manoel e Felipe Cordeiro.

Psica consolida presença com curadoria nacional

A participação da Psica Produções como curadora oficial da missão reforçou o prestígio do festival no cenário cultural brasileiro. O produtor Jeft Dias ressaltou o que isso representa para a cena musical do Norte.

“A gente fazer parte dessa programação mostra que essa cena tem força, tem consistência e está sendo vista”, afirmou.

Manoel Cordeiro também reconheceu o papel do festival para ampliar o alcance dos artistas regionais.

“Essa parceria com o Psica é sensacional. Com a estrutura do festival, a gente consegue chegar mais longe, e isso nos deixa mais fortes”, disse o músico.

Ano Cultural Brasil–China abre mercados para a música nacional

O evento integra o Ano Cultural Brasil–China, cujo objetivo é ampliar o intercâmbio entre os dois países. Além disso, a iniciativa busca abrir espaço para a música brasileira em novos mercados internacionais.

Os principais objetivos da plataforma são:

  • Promover a diversidade cultural brasileira no exterior;
  • Fortalecer laços diplomáticos por meio da arte e da música.

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Com a missão em Xangai, o Brasil reafirmou a riqueza de sua produção cultural. Por meio do Psica, a Amazônia provou que seus ritmos têm apelo universal e capacidade de emocionar plateias em qualquer parte do mundo.

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