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Mais de 800 toneladas de lixo removidas para combater alagamentos

Após um fim de semana marcado por chuvas históricas que colocaram à prova a infraestrutura urbana e afetaram milhares de moradores, a capital paraense entrou em ritmo de força-tarefa para conter os impactos provocados pelo excesso de água. Em Belém, a resposta do poder público se concentra na desobstrução de canais e na retirada de estruturas irregulares que dificultam o escoamento, como ocorreu no canal do Mata Fome, onde um chiqueiro foi demolido em meio a uma operação emergencial.

A medida, executada no bairro do Tapanã, integra um conjunto de ações coordenadas pela Prefeitura para restabelecer o fluxo da água e minimizar novos alagamentos, especialmente após o volume de chuva ultrapassar os 150 mm em menos de 24 horas – um dos maiores já registrados na cidade.

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ESTRUTURA IRREGULAR AGRAVAVA ALAGAMENTOS



A demolição do chiqueiro, localizado na rua Santo Antônio, em uma área conhecida como Morro do Macaco, ocorreu na tarde de quarta-feira (22). Construída em concreto dentro do leito do canal do Mata Fome, a estrutura era utilizada anteriormente para criação de porcos e bloqueava a passagem da água.

Segundo moradores, o espaço já estava abandonado há cerca de dois anos. Ainda assim, continuava funcionando como um obstáculo ao fluxo hídrico, contribuindo diretamente para o agravamento dos alagamentos registrados após as chuvas intensas.

A retirada foi determinada pelo prefeito Igor Normando após denúncias da população e vistoria técnica. A operação foi realizada por equipes da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel).



FLUXO DA ÁGUA COMEÇA A SER RESTABELECIDO

Com a remoção completa da estrutura, o escoamento no canal começou a ser normalizado ainda durante a operação. O Mata Fome recebe águas de diversos pontos, incluindo os canais do Iara, Parque União e um braço de rio na rua São Vicente de Paulo, o que amplia a importância estratégica da desobstrução.

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De acordo com o coordenador de macrodrenagem da Suds, Marcos Carvalho, a ação faz parte de um trabalho mais amplo. “A operação não se limita ao canal principal, mas envolve toda a bacia do Mata Fome, com cerca de 12 quilômetros de extensão. Identificamos pontos críticos de obstrução, como esse chiqueiro, que estava represando a água e agravando os alagamentos”, explicou.

MAIS DE 800 TONELADAS DE LIXO RETIRADAS



Paralelamente, a Prefeitura mantém uma força-tarefa em um lixão irregular próximo ao canal São Joaquim. Até o momento, já foram removidas mais de 800 toneladas de lixo e cerca de 120 caçambas de entulho, encaminhadas ao Aterro do Aurá.

O acúmulo de resíduos foi apontado como um dos principais fatores para o represamento da água, que contribuiu para os alagamentos que atingiram aproximadamente 44 mil pessoas, sendo cerca de 13 mil desalojadas ou desabrigadas. Bairros como Pratinha, Tapanã e São Clemente estiveram entre os mais afetados.

FORÇA-TAREFA SEGUE POR TEMPO INDETERMINADO

A operação conta com cerca de 120 trabalhadores, três equipamentos pesados e 25 caçambas, atuando de forma contínua desde o início da semana. Segundo a gestão municipal, todo tipo de ocupação irregular que impacte diretamente o sistema de drenagem será removido.

A ação integra o decreto de situação de emergência em Belém e está alinhada a medidas estruturais, como o início da primeira etapa de macrodrenagem do Mata Fome e a pavimentação de 40 vias no Tapanã, previstas para começar ainda neste mês.

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