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segunda-feira, julho 22, 2024
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Licença-maternidade e no ciclo menstrual: as novidades para o futebol feminino

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RIO (AG) – A Fifa anunciou novidades no futebol feminino que atendem demandas antigas em torno de questões de maternidade e de saúde menstrual. Entre elas, licença também para as treinadoras e para adoção. As mudanças no Regulamentos sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores foram aprovadas no conselho da entidade, realizado há duas semanas, na Tailândia, e começam a valer a partir deste sábado (1º de junho).

Entre as principais novidades, está a extensão da licença-maternidade para as treinadoras. Embora cada país tenha sua legislação trabalhista, a Fifa exige que o período seja de, no mínimo, 14 semanas. Este direito já existia, mas era restrito às jogadoras.

Além disso, pais e mães adotivos também poderão tirar a licença. Neste caso, o período de afastamento irá variar de acordo com a idade do adotado. Quando a criança tiver menos de oito anos, por exemplo, a ausência remunerada será de oito semanas.

O direito à licença-família também foi estendido às mães não-biológicas. Trata-se do período concedido para uma pessoa cuidar de problemas familiares (normalmente doença de um cônjuge ou filho).

As novidades também afetam as regras para registro de atletas. Os clubes agora poderão contratar fora da janela de transferências se uma jogadora de seu elenco estiver afastada por licença-maternidade, de adoção ou família.

O ciclo menstrual também foi incluído nas novidades anunciadas pela Fifa. Se precisarem, as jogadoras agora terão direito a se ausentar de treinos e jogos sem deixar de serem remuneradas. A medida também vale para eventuais complicações relacionadas à gravidez.

– Quando você ganha a vida praticando esporte e em um ambiente profissional, temos que levar em consideração que o ciclo menstrual feminino também pode impactar sua capacidade de cumprir sua função. Portanto, é importante protegermos aqueles que são afetados pelos seus ciclos menstruais de uma forma que isso não coloque em risco a sua situação profissional no clube e, em última análise, a sua capacidade de ganhar dinheiro – afirmou a diretora-chefe do futebol feminino da FIFA, Dame Sarai Bareman.

Por fim, a Fifa também quer que as federações permitam um maior contato dos atletas com suas famílias durante o período em que estiverem fora do país a serviço das seleções, como em amistosos, torneios continentais e na Copa do Mundo. Hoje, essa escolha depende do visão dos dirigentes de cada país.

– Em uma Copa do Mundo feminina, (uma jogadora) pode potencialmente ficar longe de sua família por cinco ou seis semanas? e isso pode ter um grande impacto mental na jogadora, mas também na criança. Portanto, encorajar as federações-membro a tomar providências ou permitir que essas mães e pais tenham os filhos com eles durante o torneio é um passo realmente importante que apoiará não apenas as jogadoras, mas todos os jogadores do nosso esporte – completou Bareman.

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