Léo Condé explicou a estratégia do Clube do Remo na derrota por 2 a 1 para o Fluminense, neste sábado (22), no Maracanã. O treinador destacou a dificuldade de enfrentar uma equipe que controla a posse de bola e valorizou a organização azulina no primeiro tempo.
Segundo Condé, o Leão sabia que teria de passar longos períodos sem a bola diante de um adversário que lidera a competição nesse quesito. A ideia era fechar os espaços e impedir que o Tricolor transformasse o domínio em chances claras.
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“O Fluminense tem privilégio em termos de posse de bola, não é só em relação ao Remo, é em relação a toda competição, é um time que tem mais posse de bola no Campeonato Brasileiro”, destacou.
O treinador avaliou que o Leão conseguiu cumprir parte importante do plano ao bloquear as principais jogadas pelo centro do campo. Para ele, o problema esteve principalmente na dificuldade de aproveitar melhor as transições quando o time recuperava a bola.
“A gente tinha que aproveitar melhor as transições. A gente conseguiu encaixar umas duas ou três boas transições, mas a bola passou um pouquinho. Faltou mais, no sentido de, quando a gente tivesse condições de ganhar campo, ficar um pouco mais com a bola”, ressaltou.
Condé também explicou as mudanças feitas durante a partida. Com o Fluminense pressionando no segundo tempo, David Braga foi acionado para dar mais sustentação ao ataque, enquanto as entradas de Manga e Galeano tiveram relação principalmente com o desgaste dos jogadores.
“A gente entendeu que era momento de colocar o David Braga, que é um jogador que segura mais na bola, sustenta mais a bola, mais forte, para que a gente conseguisse pelo menos segurar essa bola para sair”, pontuou.
O treinador ainda comentou a possibilidade de modificar a estrutura tática do Remo. Condé revelou que a equipe já vem trabalhando diferentes plataformas e afirmou que a busca é encontrar a melhor maneira de aproveitar as características disponíveis no elenco.
“A gente já saiu de uma situação de uma estrutura ali de três volantes para trabalhar com dois meias, um mais centralizado, o Bueno, o Pikachu fazendo a função de meia-ponta. É continuar trabalhando, buscando o melhor de cada um”, explicou.
Na avaliação do comandante azulino, a escolha dos atacantes também depende do perfil de cada adversário. Ele citou Jajá, Manga e Taliari e explicou que velocidade, posse e capacidade defensiva pesam na definição dos titulares.
“Cada jogo a gente analisa o adversário e tenta mandar a campo aquele jogador com a característica que a gente entende que é específica para aquele jogo”, comentou.
Com o Remo ainda no Z-4, Condé classificou a sequência em Belém como decisiva para a luta contra o rebaixamento. O treinador lembrou que quatro dos próximos cinco compromissos serão diante da torcida azulina e pediu união para buscar uma reação.
“Agora é momento-chave da competição para a gente. Dentro das nossas pretensões, dentro das pretensões do clube para se manter na primeira divisão, nós vamos precisar mais do que nunca da união de todos nesse momento”, finalizou.






