O técnico Léo Condé reconheceu o momento delicado vivido pelo Remo, mas afirmou que não pretende abandonar o trabalho mesmo diante da sequência de resultados negativos no Campeonato Brasileiro. O treinador voltou a falar sobre sua situação após a derrota por 2 a 1 para o Bahia, nesta segunda-feira (14), na Arena Fonte Nova.
Condé tem contrato com o Remo até o fim de 2026 e afirmou que não existe vínculo previsto para a próxima temporada. Segundo o treinador, uma eventual decisão sobre sua permanência no clube após o fim do contrato cabe à diretoria.
“Eu sou um profissional, eu não vou jogar a toalha, eu confio no meu trabalho. Agora, é claro que eu entendo também, por tudo que é o futebol, se o clube entender que talvez quer criar um fato novo, uma voz diferente, é da decisão, e vou entender também. Isso faz parte”, afirmou.
Léo Condé comandou o Remo em 30 partidas na temporada, sendo 23 pelo Campeonato Brasileiro. Nesse período, foram cinco vitórias, cinco empates e 13 derrotas na Série A. O resultado diante do Bahia manteve o Leão na penúltima colocação da competição.
Apesar da situação na tabela, o treinador destacou a evolução da equipe em alguns momentos das partidas e citou as oportunidades criadas contra Bahia e Coritiba como sinais de que o time ainda pode reagir.
“Realmente, mais um resultado para a gente lamentar muito, principalmente pelo que a gente conseguiu produzir no segundo tempo”, disse Condé ao analisar a derrota em Salvador.
O técnico explicou que o Remo mudou a formação para tentar conter uma das principais características do Bahia e iniciou a partida com três zagueiros. A equipe sofreu o primeiro gol após um erro na saída de bola, teve dificuldades no primeiro tempo, mas voltou melhor após o intervalo e criou oportunidades para empatar.
O Bahia, porém, marcou novamente em cobrança de pênalti após falta cometida por Matheus, e o Remo só conseguiu diminuir no fim da partida.
Remo ainda acredita na reação
Condé ressaltou que o Remo está a cinco pontos da primeira equipe fora da zona de rebaixamento e aposta nos próximos jogos em Belém para tentar diminuir a distância.
O Leão terá Santos e Grêmio pela frente, ambos no Mangueirão. Para o treinador, vencer em casa será fundamental na tentativa de escapar do Z-4.
“Tem dois jogos em casa agora, sábado com o Santos, depois com o Grêmio. Estamos a cinco pontos de sair. (…) Tem que ganhar os jogos em casa, não tem outra matemática, e tentar buscar uns dois, três pontos fora de casa”, afirmou.
O treinador também lembrou que o Remo chegou a ficar oito pontos distante da zona de permanência e conseguiu reduzir a diferença ao longo da competição. Segundo ele, o time já teve oportunidades de deixar o Z-4, mas não conseguiu aproveitar.
“Esse é o maior ressentimento de todos, que a gente teve oportunidade em umas três situações de sair e não conseguiu sair. O que a gente tem que criar é a situação novamente”, afirmou.
Contrato até o fim do ano
Questionado sobre a possibilidade de continuar no Remo caso o clube seja rebaixado para a Série B, Condé foi direto: seu contrato termina no fim deste ano e não há acordo para a temporada seguinte.
“Meu contrato é até o final do ano, não tem contrato para o ano que vem, não tem planejamento para o ano que vem”, explicou.
Condé também afirmou que entende a pressão sobre o cargo e que uma eventual troca de treinador é uma decisão que pertence à diretoria.
“Quando as coisas não acontecem, tem que achar um culpado. Um jogo vai ser um atleta, outro jogo vai ser outro, vai ser o treinador. Isso já está inserido dentro da nossa cultura”, declarou.
Enquanto isso, o treinador garante que seguirá trabalhando para tentar tirar o Remo da zona de rebaixamento.
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