A cantora, compositora e atriz Dolly Parton, uma das maiores representantes da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte foi confirmada pela família em um vídeo publicado nas redes sociais da artista.
O anúncio foi feito pelo sobrinho da cantora, Bryan Seaver, que também atuava na equipe de segurança de Dolly. Segundo ele, a artista havia pedido que o vídeo fosse preparado anos antes. A causa da morte não foi divulgada.
Dolly deixa uma trajetória de quase seis décadas marcada por sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. A artista também se destacou como atriz, empresária e filantropa.
Carreira começou na infância
Nascida em 1946, no Tennessee, nos Estados Unidos, Dolly Parton cresceu em uma família pobre e numerosa. Ela aprendeu música dentro de casa, influenciada pelos hinos religiosos e pelas canções folclóricas ensinadas pela mãe.
Ainda criança, começou a se apresentar em programas de rádio. Na adolescência, mudou-se para Nashville, centro da música country, onde iniciou a construção da carreira profissional.
Em 1967, Dolly ganhou projeção ao participar do programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu sucessos em dueto, mas a cantora rapidamente passou a se destacar também em carreira solo.
“I Will Always Love You” virou clássico
Um dos momentos mais marcantes da carreira aconteceu quando Dolly decidiu deixar o programa de Porter Wagoner, em 1974. Para se despedir do parceiro profissional, ela escreveu “I Will Always Love You”.
A música alcançou o topo das paradas country e, anos depois, ganhou uma nova dimensão ao ser gravada por Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas, em 1992.
Dolly também escreveu milhares de músicas ao longo da carreira, abordando temas como pobreza, relações familiares, gravidez na adolescência e dificuldades enfrentadas por mulheres no mercado de trabalho.
Do country ao cinema e aos negócios
Com mais de 3 mil músicas em seu catálogo, Dolly transitou pelo country, pop, bluegrass e disco. Também construiu uma carreira no cinema, com destaque para Como Eliminar Seu Chefe (9 to 5), de 1980, no qual atuou ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin.
A artista também criou o Dollywood, parque temático localizado no Tennessee, e ampliou sua atuação empresarial para diferentes áreas do entretenimento.
Ao longo da carreira, Dolly recebeu dezenas de indicações ao Grammy e conquistou 11 estatuetas, segundo a Reuters. Ela também foi incluída nos Halls da Fama da Música Country e do Rock & Roll.
Filantropia marcou trajetória
Além da música, Dolly ficou conhecida pelo trabalho filantrópico. Em 1995, criou a Imagination Library, projeto voltado à distribuição de livros infantis. A iniciativa já distribuiu mais de 200 milhões de livros para crianças.
A cantora também apoiou pesquisas para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 e se tornou uma figura reconhecida por seu trabalho em educação e alfabetização.
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Nos últimos anos, Dolly continuou se aproximando de novas gerações ao trabalhar com artistas como Miley Cyrus, sua afilhada, além de Sabrina Carpenter e Beyoncé.
A morte de Dolly Parton encerra uma das trajetórias mais longevas e influentes da música norte-americana, deixando um legado que ultrapassa o country e alcança o cinema, a cultura pop e a filantropia.






