A derrota do Paysandu por 2 a 1 para o Figueirense, no último domingo (31), em Florianópolis, foi marcada por uma escalação alternativa e duas expulsões que dificultaram a missão bicolor na reta final da partida. Após o jogo, o técnico Júnior Rocha explicou as escolhas feitas para o confronto e reforçou a necessidade de preservar atletas diante da sequência intensa de compromissos.
O treinador iniciou a partida com apenas dois jogadores considerados titulares: o goleiro Gabriel Mesquita e o volante Pedro Henrique. Segundo ele, a decisão seguiu recomendações do departamento de saúde do clube, que monitora o desgaste físico do elenco.
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“Essa questão de escalações é um controle de carga minucioso do nosso departamento físico, da fisiologia, que é o departamento de saúde. Não tem pra onde correr, não tem como escalar a mesma equipe como vínhamos fazendo antes, porque são seres humanos, não aguentam”, informou.
Júnior Rocha destacou que, mesmo com uma formação alternativa, o Paysandu conseguiu competir em igualdade durante boa parte do confronto. O Papão chegou a abrir o placar, mas sofreu a virada em duas jogadas de bola parada.
“Conseguimos fazer uma escalação competitiva, estávamos bem no jogo, saímos na frente, tivemos uma vantagem, aí tomamos o gol de bola parada, uma coisa que a gente vem fortalecendo bem. Inclusive, o segundo gol também saiu de uma jogada de bola parada”, analisou.
O treinador também relacionou o rodízio à maratona de partidas enfrentada pelo clube. Além da disputa da Série C, o Paysandu chega nesta semana à decisão da Copa Verde contra o Anápolis, em busca do hexacampeonato regional.
“Essa sequência de jogos, insana que estamos tendo, nós só estamos tendo porque estamos chegando nas finais. Até ontem, nós éramos líderes da Série C, chegamos na final da Copa Norte, conquistamos, agora estamos na final da Copa Verde. Então, se não houver esse revezamento de escalação, de atletas, não damos conta de tantos jogos na sequência”, declarou.
A situação do Paysandu ficou ainda mais complicada aos 44 minutos do primeiro tempo, quando Pedro Henrique recebeu cartão vermelho. O volante acumula agora 14 cartões amarelos e uma expulsão em 20 partidas disputadas na temporada. Já na etapa final, Luciano Taboca também foi expulso, deixando a equipe com apenas nove jogadores em campo.
“Com um a menos é sempre mais difícil, se torna mais difícil o jogo, com dois a menos, então, nem se fala. Porém, em momento algum desistimos do jogo. Nós temos um grupo muito corajoso aqui, muito dedicado, uma entrega absurda. Só posso parabenizar pela entrega”, destacou.
Questionado sobre Pedro Henrique, o treinador preferiu tratar o episódio como parte do processo de amadurecimento do atleta. O volante disputa a primeira Série C e tem sido presença constante na equipe principal ao longo da temporada.
“Estamos com vários jovens em desenvolvimento. Isso serve também de aprendizado para ele, rever os lances, essa tomada de decisão na hora de marcar e às vezes afobado ou um pouquinho de erro de leitura do lance. Mas tudo isso faz parte do desenvolvimento dele”, avaliou.
Com a derrota, o Paysandu caiu da liderança para a terceira colocação da Série C, permanecendo com 17 pontos. Agora, o foco do clube está totalmente voltado para a final da Copa Verde. O jogo de ida contra o Anápolis será disputado na quinta-feira (4), às 20h, no Estádio Jonas Duarte, em Goiás. A decisão acontece no domingo (7), às 18h30, no Mangueirão.






