O técnico Júnior Rocha admitiu, após a partida, que o Paysandu do 1º tempo foi superior ao do 2º no jogo da última terça-feira, contra o Vasco-RJ, pela Copa do Brasil. Na etapa complementar da partida, após o treinador ter efetuado mudanças na formação bicolor, a equipe caiu de rendimento, sofrendo os gols da vitória do adversário, por 2 a 0. Algo que já aconteceu em outras apresentações recentes do Papão, o que evidencia a carência de peças de reposição de qualidade no elenco do clube.
Rocha contou, na coletiva, que procurou utilizar o máximo dos jogadores que iniciaram o jogo, mas que o desgaste físico acabou “falando” mais alto. “Estou tentando ir até o limite na questão física. O primeiro tempo nos exigiu demais, fizemos um grande primeiro tempo, em termos de finalização, chances perigosas. Tivemos as melhores chances, melhores finalizações”, salientou o técnico, entrando, depois, na questão do condicionamento atlético de seus comandados. Mas exigiu demais da questão de força, de aperto, pressão no portador da bola”, disse.
Rocha justificou em seguida a substituição do atacante Cauã Hinkel, segundo contou o técnico, por questão que fugiu ao seu controle. “A primeira substituição, o Hinkel pediu para sair, sentiu o adutor da coxa, e já aproveitei e fiz duas substituições, o Ítalo estava esgotado. Estamos indo até o limite, e diante de uma equipe com volume alto, de posse, muita força, nos exigiu demais e as trocas foram antes mesmo”, declarou.
Queda de rendimento do Papão
Dessa forma, o treinador voltou a destacar o bom 1º tempo feito pelo Papão e a queda de rendimento do 2º a partir do momento em que ele teve a necessidade de efetivar a troca de atletas. Assim, o Vasco aproveitou para chegar aos dois gols por intermédio de Claudio Spinelli.
“Fizemos um 1º tempo surpreendente, nós fomos melhores que o Vasco, com toda a humildade, nós fomos melhores que o Vasco. Nós temos esse nível bom, o que nós temos que fazer é se preparar para manter esse nível, de concentração, combate, competitividade, chances criadas”, constatou. Ou seja, o problema é que os atletas que normalmente têm entrado no decorrer dos jogos, podem até entrar em campo fisicamente mais inteiros, mas, em contrapartida, não conseguem apresentar a mesma qualidade técnica daqueles que têm deixado o gramado.
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