O sonho da Itália de contar com Pep Guardiola no comando da seleção pode não sair do papel. O treinador espanhol é o principal alvo da Federação Italiana de Futebol (FIGC), mas a negociação enfrenta dificuldades por causa das altas exigências financeiras e de questões pessoais do técnico.
Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, Guardiola dificilmente deve aceitar a proposta da Azzurra, mesmo com a federação disposta a abrir exceções financeiras para tentar contratar o treinador.
Sem clube desde que deixou o Manchester City ao fim da última temporada, Guardiola ainda avalia os próximos passos da carreira. Aos 55 anos, o treinador encerrou uma passagem histórica de 10 anos na Inglaterra, com 20 títulos conquistados.
Antes do City, Guardiola comandou grandes equipes do futebol mundial, como Barcelona e Bayern de Munique. No clube espanhol, marcou época com o estilo de jogo conhecido como “tiki-taka” e conquistou títulos importantes, incluindo a Liga dos Campeões. Na Alemanha, também acumulou troféus nacionais.
Agora, o técnico pode optar por um período longe dos gramados após uma trajetória vitoriosa que o colocou entre os maiores treinadores da história do futebol.
Guardiola pede salário milionário
Guardiola teria pedido um salário de cerca de 20 milhões de euros por ano, valor próximo a 17 milhões de libras. Isso dá R$ 115 milhões. A quantia está acima do que a FIGC estaria disposta a pagar, mesmo com a promessa de fazer um grande investimento para tentar fechar o acordo.
A entidade italiana teria oferecido aproximadamente 10 milhões de euros anuais (8,5 milhões de libras), metade do valor desejado pelo treinador, ou R$ 57 milhões. A diferença financeira entre as partes fez o otimismo diminuir após uma reunião realizada em Barcelona com representantes da federação.
O dirigente da FIGC, Giovanni Malagò, confirmou que a Itália está disposta a fazer um esforço para contratar Guardiola e revelou que a entidade abriu uma possibilidade de exceção financeira pelo treinador.
“Foram abertas exceções financeiras, exceções que podem dizer respeito ao nome que dominou as discussões nas últimas horas: Pep Guardiola. São decisões motivadas por razões óbvias, mas isso não significa que o acordo será concretizado”, afirmou Malagò.
Reunião com Maldini e Leonardo
Guardiola se encontrou com o diretor técnico da FIGC, Paolo Maldini, e com o consultor Leonardo, mas, segundo a imprensa italiana, o encontro terminou com pouco otimismo em relação a um acordo.
Apesar da boa relação entre os envolvidos, a distância financeira e a decisão pessoal do treinador pesam contra a contratação. O espanhol também teria dúvidas sobre assumir imediatamente um novo projeto após o fim da longa passagem pelo futebol inglês.
Além do aspecto profissional, Guardiola mantém o desejo de voltar a morar em Barcelona com a família. O treinador teria como plano passar mais tempo na cidade após deixar o Manchester City e cumprir a promessa de priorizar a vida pessoal.
Esse fator também pesa na decisão sobre a proposta da Itália, já que assumir a Azzurra exigiria uma nova mudança de rotina e dedicação imediata a um projeto de alta pressão.
Itália busca novo ciclo
A seleção italiana está sem técnico definitivo desde a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo após a equipe não conseguir vaga para a próxima Copa do Mundo.
Mesmo com Guardiola como grande sonho, a FIGC já avalia outros nomes para o comando da Azzurra. Entre os candidatos estão Roberto Mancini, Andrea Pirlo e Antonio Conte, caso o espanhol rejeite a proposta.
A expectativa da federação é definir o novo treinador rapidamente para iniciar uma nova fase e tentar recuperar o prestígio da seleção italiana no cenário internacional.
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