A busca por modelos produtivos mais sustentáveis vem ganhando espaço no setor industrial, especialmente em atividades ligadas à exploração de recursos naturais. Com foco em inovação, redução de impactos ambientais e uso mais eficiente de matérias-primas, empresas têm investido em soluções capazes de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
A proposta estará em destaque na Feira da Indústria do Pará (FIPA) 2026, que ocorre entre os dias 20 e 23 de maio, no Hangar, em Belém, reunindo debates sobre inovação, sustentabilidade e desenvolvimento industrial.
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Mineração circular como estratégia para o futuro
Com o tema “Amazônia: Raiz do Futuro”, a FIPA 2026 contará com a participação da Vale, que apresentará ações relacionadas à Mineração Circular, uma das frentes da chamada “Mineração do Futuro”. O modelo busca tornar os processos mais seguros, inovadores e sustentáveis por meio do reaproveitamento de resíduos minerais e do uso mais eficiente dos recursos naturais.
Segundo Eloíso Araújo, diretor de Território Norte da Vale, a proposta representa uma nova forma de pensar a atividade mineral ao transformar estéreis e rejeitos em insumos produtivos, reduzindo a geração de resíduos da produção de minério de ferro.
“No Pará, temos operação que produz minério de ferro de alta qualidade a partir do reaproveitamento de rejeitos, utilizando dragas e bombas elétricas movidas por energia renovável, eliminando emissões de CO₂ no processo. Também contamos com o aproveitamento de estéril em Serra Sul”, afirmou.
De acordo com a companhia, em 2025 foram produzidas mais de 26 milhões de toneladas de minério de ferro circular no país, volume 107% superior ao registrado no ano anterior. Segundo a empresa, o resultado representou benefício climático equivalente à retirada de mais de 49 mil veículos das ruas durante um ano ou ao consumo anual de energia de aproximadamente 150 mil residências.
A Vale também projeta que, até 2030, cerca de 10% de toda a produção de minério de ferro da empresa seja proveniente de iniciativas ligadas à mineração circular.
Programação inclui tecnologia, diversidade e bioeconomia
Além das discussões sobre mineração circular, a empresa participará do congresso técnico da FIPA com temas voltados ao combate à pobreza, minerais críticos para a transição energética e diversidade feminina na mineração.
No evento, a companhia contará ainda com um estande equipado com arena de conexão, talks abertos ao público e experiências imersivas com óculos de realidade aumentada, permitindo aos visitantes conhecer o BioParque Vale Amazônia e acompanhar o percurso do minério na região Norte.
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Outro espaço será dedicado à Bioeconomia Amazônica, com foco na comercialização de produtos desenvolvidos por empreendedores sociais dos territórios onde a empresa atua.







